Vídeo: Defesa de Lucas Magalhães nega homicídio de Yasmin Macedo e diz que atos do réu não causaram desaparecimento

Julgamento do caso que chocou o Pará acontece nesta terça-feira; advogado afirma que acusação de homicídio com dolo eventual não se sustenta e cita decisão da Capitania dos Portos

Publicado em 25 de agosto de 2026 às 11:24

Advogado de Lucas Magalhães, Francelino Neto
Advogado de Lucas Magalhães, Francelino Neto Crédito: Roma News

Durante o julgamento de Lucas Magalhães, acusado pela morte de Yasmin Macedo, desaparecida em 2021 após um passeio de lancha, a defesa sustentou que o réu não pode ser responsabilizado pelo homicídio da jovem e afirmou que os atos praticados por ele não tiveram relação com o desaparecimento.

Em entrevista concedida durante o julgamento, o advogado Francelino Neto declarou que o principal objetivo da defesa é apresentar aos jurados a versão dos fatos baseada nas provas e depoimentos colhidos ao longo do processo.

“Nós estamos apresentando para as pessoas que são responsáveis pelo julgamento, que são os jurados, o que realmente aconteceu”, afirmou.

Segundo o defensor, duas testemunhas ouvidas em plenário ajudaram a esclarecer a dinâmica dos acontecimentos. Lucas responde por quatro crimes, entre eles homicídio na modalidade de dolo eventual, quando a pessoa assume o risco de produzir o resultado.

A defesa, no entanto, sustenta que essa acusação não se encaixa na conduta do réu.

“Nós acreditamos que este crime não foi cometido pelo Lucas, justamente porque os atos realizados por ele não se amoldam a esta figura, a este tipo de crime”, disse Francelino Neto.

Defesa cita decisão da Capitania dos Portos

Outro ponto destacado pela defesa foi uma decisão administrativa da Capitania dos Portos. De acordo com o advogado, o documento foi anexado ao processo pela própria defesa para demonstrar que a autoridade marítima concluiu que as condutas atribuídas a Lucas não tiveram relação com o desaparecimento de Yasmin.

“As pessoas têm que entender que quem fez a juntada desta decisão foi a própria defesa. A Capitania dos Portos, que é um tribunal específico para verificar a questão marítima, entendeu que os atos praticados pelo Lucas não tiveram nada a ver com o desaparecimento da Yasmin”, afirmou.

Réu admite porte e disparo de arma de fogo

Questionado sobre as acusações de porte ilegal e disparo de arma de fogo, Francelino Neto confirmou que Lucas confessou ambos os crimes e que a defesa não pretende contestar esses fatos.

“O Lucas não nega esse crime de porte e disparo de arma de fogo. Nós não seríamos levianos. Ele já falou que disparou com arma de fogo”, declarou.

Apesar da confissão, a defesa argumenta que os disparos ocorreram horas antes do desaparecimento da jovem e não possuem ligação com o caso principal analisado pelo Tribunal do Júri.

“Esse disparo de arma de fogo não tem absolutamente nada a ver com o desaparecimento da Yasmin. Eles aconteceram num horário bem anterior ao desaparecimento”, afirmou o advogado.

O julgamento de Lucas Magalhães segue ao longo desta terça-feira e deve definir se o acusado será condenado ou absolvido pelas acusações relacionadas ao caso que ganhou grande repercussão no Pará.