O que era a ‘taxa das blusinhas’ e por que ela gerou tanta polêmica?

Cobrança de imposto sobre compras internacionais de até US$ 50 afetava plataformas como Shein, Shopee e AliExpress

Publicado em 12 de maio de 2026 às 23:00

Cédulas de cem reais sendo contadas.
Cédulas de cem reais sendo contadas. Crédito: José Cruz/Agência Brasil

A chamada “taxa das blusinhas” foi o nome popular dado à cobrança de imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50 feitas em plataformas digitais estrangeiras.

A medida entrou em vigor em agosto de 2024 dentro do programa Remessa Conforme e estabeleceu uma alíquota de 20% sobre encomendas internacionais de baixo valor.

Como funcionava a cobrança

Antes da mudança, compras de até US$ 50 feitas em empresas cadastradas no programa tinham isenção do imposto de importação.

Com a nova regra, consumidores passaram a pagar 20% de imposto federal sobre os produtos importados. Em muitos estados, também houve aumento do ICMS, elevando ainda mais o valor final das compras.

Plataformas foram diretamente afetadas

A cobrança impactou principalmente usuários de plataformas internacionais como Shein, Shopee e AliExpress, populares pela venda de roupas, acessórios e eletrônicos com preços baixos.

Medida dividiu opiniões

A taxação foi defendida por setores da indústria nacional e varejistas brasileiros, que alegavam concorrência desigual com produtos importados.

Por outro lado, consumidores criticavam o aumento dos preços e afirmavam que a medida encarecia produtos populares comprados pela internet.

A discussão ganhou grande repercussão nas redes sociais e acabou ficando conhecida como “taxa das blusinhas”, em referência às roupas vendidas pelas plataformas internacionais.