Preço do querosene de aviação dispara 57,6% em 12 meses e pressiona passagens aéreas no Brasil

A Petrobras já aplicou vários reajustes neste ano, com destaque para uma alta superior a 50% em abril, além de novos aumentos nos meses seguintes.

Publicado em 20 de julho de 2026 às 20:55

(A guerra no Oriente Médio e outras instabilidades geopolíticas ajudaram a elevar as cotações globais da commodity.)
(A guerra no Oriente Médio e outras instabilidades geopolíticas ajudaram a elevar as cotações globais da commodity.) Crédito: Agência Gov

O custo do querosene de aviação (QAV) registrou forte alta no Brasil e já começa a impactar diretamente o bolso dos passageiros. Em 12 meses, o combustível acumula elevação de 57,6%, reflexo da valorização do petróleo no mercado internacional e das tensões geopolíticas que afetam o setor.

O QAV representa um dos principais itens de despesa das companhias aéreas brasileiras, podendo corresponder a mais de 30% dos custos operacionais e, em alguns casos, chegar a 45% do total. Com isso, qualquer reajuste no combustível tem reflexo quase imediato no preço das passagens.

Dados divulgados, nesta segunda-feira (20), pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) confirmam a tendência: em junho, as passagens aéreas subiram 0,3%, mantendo a trajetória de alta observada ao longo de 2026.

A Petrobras já aplicou vários reajustes neste ano, com destaque para uma alta superior a 50% em abril, além de novos aumentos nos meses seguintes. Como o preço do QAV no Brasil segue a paridade internacional, as oscilações do petróleo no exterior chegam rapidamente ao mercado doméstico.

A guerra no Oriente Médio e outras instabilidades geopolíticas ajudaram a elevar as cotações globais da commodity, encarecendo o abastecimento das aeronaves e comprimindo as margens das empresas aéreas.

Impactos para o passageiro

Além do encarecimento das passagens, o aumento sustentado do QAV pode levar as companhias a adotarem medidas adicionais, como a redução de rotas menos rentáveis. Isso ameaça especialmente a conectividade de regiões mais afastadas do país, onde a oferta de voos já é limitada.

Especialistas do setor afirmam que, sem alívio no preço do petróleo ou medidas de contenção de custos, os consumidores devem continuar sentindo o impacto nos próximos meses.

Com informações do portal Metrópoles