EUA pode perder sede da Copa do Mundo de 2026, segundo estatuto da FIFA

O ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela reacendeu questionamentos sobre o compromisso do país com normas internacionais e abriu espaço para debates no esporte global.

Publicado em 4 de janeiro de 2026 às 09:12

Donald Trump, presidente dos EUA -
Donald Trump, presidente dos EUA - Crédito: Daniel Torok/White House

Após o anúncio dos ataques em larga escala contra Caracas, capital da Venezuela, na madrugada desse sábado (3), e, a captura do presidente Nicolas Maduro e sua esposa Cilia Flores, a primeira-dama, os Estados Unidos podem perder o direito de sediar a Copa do Mundo em 2026, de acordo o que versa o Estatuto da FIFA.

A invasão das forças armadas estadunidense sobre a Venezuela fere o Estatuto da FIFA em pleno ano de Copa do Mundo, o documento condena o desrespeito aos direitos humanos reconhecidos internacionalmente.

A Carta das Nações Unidas veta ações armadas contra a integridade territorial ou a independência política de outro Estado, salvo em hipóteses restritas, como legítima defesa ou autorização expressa do Conselho de Segurança da ONU. Fora desses enquadramentos, o ato é classificado juridicamente como crime de agressão.

Outras situações semelhantes com base nesse regulamento do estatuto que FIFA e UEFA afastaram clubes e seleções da Rússia das competições internacionais após a invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022.

Portanto, de acordo com a régua aplicada contra a Rússia, o mesmo regulamento prevê penalizações e suspensões, restrições, mudanças de sede em casos excepcionais, como o bombardeio contra Caracas e outros territórios na Venezuela, nesse sábado.

No entanto, vale lembrar que Gianni Infantino, presidente da FIFA, tem uma relação pessoal com Donald Trump, presidente dos EUA, e que chegou a condecorar o amigo com novo Prêmio FIFA da Paz.

Com informações de portal Terra