Publicado em 22 de abril de 2026 às 22:18
Três jogadores brasileiros: Philippe Coutinho (ex-Vasco), Carlos Augusto (Inter de Milão) e Arthur Melo (Grêmio) são citados em um inquérito na Itália que apura um suposto esquema de exploração e favorecimento da prostituição de acompanhantes de luxo voltado a atletas de grandes clubes da Série A, como Milan, Inter de Milão e Juventus. Nenhum dos três, porém, é investigado pelas autoridades.>
Documentos do inquérito revelam que os nomes dos atletas constam entre as "palavras-chave" listadas pelo Ministério Público de Milão no decreto de busca e apreensão cumprido há dois dias.>
Essas "palavras-chave", que reúnem dezenas de nomes de atletas, foram usadas para analisar telefones e outros dispositivos eletrônicos dos dois supostos gestores das atividades ilícitas e de seus colaboradores, além de subsidiar as hipóteses de acusação no âmbito da investigação conduzida pelo Núcleo de Polícia Econômico-Financeira da Guardia di Finanza.>
Quatro presos; brasileiro está entre eles>
A operação incluiu quatro prisões domiciliares: três italianos, Deborah Ronchi, Emanuele Buttini e Alessio Salamone, e um brasileiro, Amilton Fraga Luz Luan. Todos são investigados por formação de quadrilha e exploração da prostituição. Na Itália, assim como no Brasil, a prostituição em si não é crime, mas sua exploração, sim.>
Os quatro estão em prisão domiciliar e são acusados de crimes como formação de quadrilha, exploração e favorecimento da prostituição e lavagem de dinheiro. A investigação aponta que a agência "Ma.De Milano" movimentou cerca de 1,2 milhão de euros.>
Atletas não são formalmente investigados>
Os jogadores mencionados não são formalmente investigados, segundo as autoridades italianas, uma vez que não há, neste momento, elementos que configurem crime por parte deles. A presença dos nomes nos autos não equivale a uma acusação formal, mas funciona como um critério de busca, adotado para compreender a dimensão do esquema e identificar eventuais conexões.>
Segundo a ANSA, o Ministério Público de Milão deverá convocar alguns jogadores para depor como testemunhas. Até o momento, nenhum atleta é alvo da investigação, uma vez que não há indícios de que tenham cometido irregularidades.>
Mais de 60 jogadores citados>
Entre cerca de 70 clientes mencionados no inquérito, todos não abordados, aparece também um piloto de Fórmula 1 e atletas de hóquei que disputaram os Jogos Olímpicos de Inverno. As interceptações telefônicas analisadas pelos investigadores indicam a gestão de pagamentos e o recrutamento de garotas para atender às demandas de clientes considerados VIPs.>
O inquérito reúne transcrições de interceptações realizadas entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026, envolvendo diretamente os quatro acusados. A reportagem identificou ainda ao menos dois nomes de brasileiras citadas nos autos.>
Entre outros jogadores mencionados estão Rafael Leão (Milan), Alessandro Bastoni (Inter), Dusan Vlahovic (Juventus), Achraf Hakimi (PSG) e Olivier Giroud (Lille).>
Como funcionava o esquema>
Segundo a investigação, a empresa "Ma.De Milano" organizava eventos "all-inclusive" que incluíam hospedagens em hotéis de luxo, festas privadas, acompanhantes e até o fornecimento de substâncias como o gás hilariante (óxido nitroso), cujo uso recreativo é alvo de apuração.>
As festas e encontros eram realizados em casas noturnas de luxo em Milão e também em destinos internacionais como Mykonos, na Grécia. A rede contava com cerca de 100 garotas, incluindo brasileiras.>
O que dizem os jogadores>
Procurado, Philippe Coutinho não vai se manifestar. Arthur Melo afirmou que não tem conhecimento sobre o assunto e também não quis se pronunciar.>
Com informações do portal UOL>