Romário recorre de decisão que determinou penhora de valores da CazéTV

A dívida do jogador é de R$ 32,4 milhões

Publicado em 3 de agosto de 2026 às 18:18

(Romário, senador da República (PL-RJ), em cobertura da Copa do Mundo pela CazéTV)
(Romário, senador da República (PL-RJ), em cobertura da Copa do Mundo pela CazéTV) Crédito: Reprodução - Redes Sociais

A defesa do senador Romário (PL-RJ) recorreu da decisão da 4ª Vara Cível da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, que determinou a penhora de valores que o ex-jogador tem a receber da CazéTV em razão de uma dívida judicial de R$ 32,4 milhões.

O recurso, um agravo de instrumento, foi distribuído ao desembargador Cleber Ghelfenstein, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), que ficará responsável por analisar o pedido. O processo tramita sob segredo de Justiça e, até o momento, não há decisão sobre o recurso.

A medida judicial foi determinada no âmbito da fase de cumprimento de sentença de uma ação movida pela empresa Koncretize Projetos e Obras Ltda. A decisão também obriga a CazéTV a apresentar à Justiça todos os contratos firmados com Romário, além de propostas, notas fiscais, recibos, comprovantes de pagamento e demais documentos relacionados à contratação do senador para a cobertura da Copa do Mundo de 2026.

A emissora também deverá informar se a contratação foi realizada por outra empresa parceira ou integrante do grupo responsável pela cobertura do Mundial e identificar qual empresa seria a responsável pelos pagamentos ao ex-atleta.

Romário participou das transmissões da CazéTV durante a Copa do Mundo realizada nos Estados Unidos e, segundo informações do processo, decidiu devolver parte da remuneração correspondente aos dias em que esteve no país.

A dívida milionária tem origem em um contrato firmado entre Romário e a Koncretize para a administração do estacionamento do antigo Café Onze Bar, empreendimento do qual o ex-jogador era sócio. Após o fechamento do estabelecimento, em 2011, surgiu uma disputa envolvendo a retirada de elevadores de veículos utilizados no local.

Embora Romário tenha assinado um termo de confissão de dívida, estimado inicialmente em cerca de R$ 1,5 milhão, a empresa alega que o acordo não foi cumprido. Com a incidência de juros, correção monetária e demais encargos, o débito alcançou os atuais R$ 32,4 milhões.

Ao longo do processo, a Justiça já determinou a penhora de um imóvel, uma lancha e um veículo Porsche pertencentes ao senador, além de restrições judiciais sobre um Audi e um Peugeot registrados em seu nome.

Com informações do portal Metrópoles