Publicado em 29 de janeiro de 2026 às 14:31
A Justiça de Santa Catarina aceitou a denúncia do Ministério Público estadual e tornou ré a torcedora do Avaí acusada de proferir ofensas racistas e xenofóbicas contra torcedores do Clube do Remo. O caso aconteceu durante uma partida da Série B do Campeonato Brasileiro, em Florianópolis, e ganhou repercussão nacional após a circulação de vídeos nas redes sociais.>
Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a mulher direcionou ataques de cunho racial e regional a torcedores do time paraense que estavam no Estádio da Ressacada. As falas, registradas em vídeo, teriam ultrapassado os limites da rivalidade esportiva e se enquadrariam como crimes previstos na legislação brasileira.>
De acordo com a denúncia apresentada pela 40ª Promotoria de Justiça da Capital, a acusada teria dito frases ofensivas relacionadas à cor da pele e à origem dos torcedores do Remo. Para o Ministério Público, o conteúdo das declarações caracteriza discurso discriminatório e atinge não apenas as vítimas diretas, mas também a coletividade.>
Além da responsabilização criminal, o MPSC solicitou à Justiça a fixação de uma indenização mínima de R$ 30 mil por danos morais coletivos. Caso o pedido seja aceito ao final do processo, o valor deverá ser destinado ao Fundo para Reconstituição de Bens Lesados (FRBL).>
O episódio ocorreu no dia 15 de novembro, durante o confronto entre Avaí e Remo pela 37ª rodada da Série B. Após a repercussão do caso, o Avaí divulgou nota pública repudiando as ofensas e anunciou medidas internas contra a torcedora. A mulher também perdeu o emprego depois que o vídeo se espalhou.>
Na época, ela publicou um pedido de desculpas, afirmando estar arrependida e reconhecendo que usou expressões ofensivas no calor do momento. Afirmou ainda assumir a responsabilidade pelas falas e pediu desculpas aos torcedores atingidos.>