Veja como fica o ataque do Brasil com a lesão de Rodrygo para a Copa do Mundo de 2026

Jogador do Real Madrid vinha sendo peça frequente desde 2019 e é o artilheiro do Brasil neste ciclo pós-Catar

Publicado em 4 de março de 2026 às 16:57

Rodrygo Goes, do Real Madrid e Seleção Brasileira -
Rodrygo Goes, do Real Madrid e Seleção Brasileira - Crédito: Divulgação/Twitter

A grave lesão de Rodrygo, que rompeu o menisco e o ligamento cruzado anterior do joelho direito, tira o atacante da Copa do Mundo FIFA e muda o cenário da Seleção Brasileira de Futebol a 100 dias do torneio. Jogador do Real Madrid, ele vinha sendo peça frequente desde 2019 e é o artilheiro do Brasil neste ciclo pós-Catar, com oito gols, além de ter assumido a camisa 10 na ausência de Neymar.

Versátil, Rodrygo era alternativa para diferentes funções no ataque do técnico Carlo Ancelotti. Apesar de preferir atuar pela esquerda, também jogou pela direita e até como meia. Sua ausência impacta diretamente o desenho ofensivo da equipe e pode alterar o posicionamento de Vinícius Júnior, que nos últimos amistosos foi utilizado mais centralizado em uma formação com quatro atacantes.

Sem Rodrygo, Ancelotti pode devolver Vini Jr à ponta esquerda, função que exerce no clube espanhol, ou manter o camisa 7 por dentro e buscar um substituto aberto pelo lado. Nesse cenário, Gabriel Martinelli surge como principal candidato. O atacante do Arsenal F.C. é bem avaliado pela comissão técnica e só ficou fora de uma convocação recente por lesão.

A baixa também influencia a disputa interna por vagas no ataque e pode beneficiar Neymar. Embora não atue mais fixo pela esquerda, o camisa 10 do Santos Futebol Clube ganha espaço na briga por uma das posições ofensivas. A comissão acompanha sua recuperação física desde a lesão sofrida em 2023, e o jogador terá compromissos antes da próxima convocação.

Outra possibilidade é Ancelotti alterar o perfil da lista final. A vaga deixada por Rodrygo pode ser usada para reforçar o meio-campo ou ampliar as opções de centroavante, setor que variou bastante nas últimas convocações. Nomes como Antony, em boa fase no Real Betis, e Luiz Henrique, do Zenit, também aparecem como alternativas, embora atuem preferencialmente pelo lado direito.

A definição dos 26 convocados nos próximos dias indicará o caminho escolhido por Ancelotti. Sem Rodrygo, a Seleção perde mobilidade e versatilidade, mas abre uma disputa intensa por espaço no ataque às vésperas do Mundial.