Publicado em 21 de junho de 2026 às 20:42
O advogado e empresário Abelardo de la Espriella, candidato de direita radical pelo movimento Defensores de la Patria, venceu o segundo turno das eleições presidenciais da Colômbia neste domingo (21). Ele superou o candidato de esquerda Iván Cepeda, apoiado pelo atual presidente Gustavo Petro.>
De acordo com os resultados preliminares divulgados pela Registraduría Nacional, órgão eleitoral colombiano, Espriella obteve cerca de 49,66% dos votos válidos, contra 48,69% de Cepeda, em uma disputa apertada com alta abstenção e recorde de comparecimento em locais de votação. O resultado ainda é preliminar e será confirmado após o escrutínio final, que revisa as atas e corrige possíveis inconsistências.>
Perfil do presidente eleito>
• Idade: 47 anos (nascido em 31 de julho de 1978, em Bogotá).>
• Formação: Advogado com especialização em direito administrativo, empresário no ramo de vinhos e rum, e conhecido como “El Tigre”.>
• Trajetória: Sem experiência prévia em cargos eletivos, Espriella surgiu como um outsider “anti-establishment”. Inspirado em figuras como Nayib Bukele (El Salvador), Javier Milei (Argentina) e Donald Trump, ele defende uma agenda de “mão dura” contra a criminalidade, construção de mega-prisões, redução do Estado, defesa da família tradicional e alinhamento com os Estados Unidos.>
Durante a campanha, Espriella recebeu apoio explícito de setores conservadores e menções positivas de Donald Trump. Ele se apresentou como “salvador da pátria” em meio à insatisfação com o governo Petro, marcado por alta violência, problemas econômicos e polarização.>
Iván Cepeda, senador e defensor de direitos humanos, representava a continuidade do projeto de esquerda do Pacto Histórico, com ênfase em paz, direitos sociais e diálogo com grupos armados.>
Próximos passos>
Espriella tomará posse em 7 de agosto de 2026. Seu governo inicia em um Congresso fragmentado, o que deve exigir negociações para aprovar reformas ambiciosas em segurança e economia.>
A vitória marca uma virada à direita na Colômbia após o mandato de Gustavo Petro. A transição deve ser acompanhada de perto pela comunidade internacional diante das tensões políticas no país.>
Com informações do portal Band News>