Publicado em 3 de março de 2026 às 09:24
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou, na última terça-feira (3), que edifícios de entrada da Usina de Enriquecimento de Combustível de Natanz, no Irã, sofreram danos parciais. A avaliação foi realizada com base em imagens de satélite analisadas pelo órgão internacional.>
Segundo a agência, apesar dos impactos nas estruturas, *não há expectativa de consequências radiológicas*. Até o momento, não foi detectado aumento nos níveis de radiação acima do normal, nem indícios de vazamentos que representem risco à população ou aos países vizinhos.>
A usina de Natanz é considerada uma das principais instalações nucleares iranianas e já havia sido danificada durante confrontos anteriores. De acordo com o embaixador iraniano junto à AIEA, Reza Najafi, a instalação teria sido alvo de ataques aéreos atribuídos aos Estados Unidos e a Israel.>
Na segunda-feira (2), o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, havia informado que, até aquele momento, não existiam indícios de que instalações nucleares iranianas tivessem sido atingidas. Ele destacou ainda que a rede regional de monitoramento de segurança foi colocada em alerta, mas não registrou alterações nos níveis de radiação.>
“Até o momento, não foi detectada nenhuma elevação dos níveis de radiação acima dos níveis normais de radiação de fundo nos países que fazem fronteira com o Irã”, disse após sessão especial do Conselho de Administração.>
Grossi também reforçou a importância de uma solução diplomática para reduzir as tensões envolvendo o programa nuclear iraniano. Segundo ele, o diálogo internacional é o caminho mais seguro para evitar uma escalada ainda maior no conflito.>
Conflito no Oriente Médio>
A confirmação dos danos ocorre em meio ao agravamento das hostilidades na região. O confronto envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel já impactou diversos países do Oriente Médio e tem provocado mortes e destruição.>
Autoridades iranianas relatam centenas de vítimas desde o início dos ataques. Em Israel e em outros países da região também há registros de mortos e feridos após ofensivas e contra-ataques.>
A comunidade internacional acompanha o desenrolar da crise com preocupação, especialmente diante do risco de que instalações nucleares sejam envolvidas diretamente nos confrontos. Até o momento, segundo a AIEA, não há sinais de comprometimento estrutural que possa gerar contaminação nuclear.>