Brasil e EUA avançam em cooperação contra o crime organizado, diz secretário-executivo da Fazenda

Durigan defende operações conjuntas e asfixia financeira de facções criminosas

Publicado em 7 de maio de 2026 às 19:25

(Desde o segundo semestre de 2025, o Brasil negociava uma parceria com os EUA para o combate ao crime organizado.)
(Desde o segundo semestre de 2025, o Brasil negociava uma parceria com os EUA para o combate ao crime organizado.) Crédito: Ascomm Ministério da Fazenda

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (7), que Brasil e Estados Unidos devem intensificar a cooperação bilateral no combate ao crime organizado, incluindo a realização de operações conjuntas e medidas para promover a asfixia financeira de organizações criminosas.

Durigan falou na embaixada brasileira em Washington, após reunião da comitiva brasileira na Casa Branca com o presidente dos EUA, Donald Trump. Segundo o secretário-executivo, a cooperação foi um dos temas tratados pelos dois chefes de Estado no encontro.

Ainda de acordo com Durigan, os dois países pretendem atuar em conjunto para agilizar o envio ao Brasil de recursos apreendidos de cidadãos brasileiros envolvidos com o crime organizado.

“No segundo lugar, lavagem de dinheiro e asfixia do crime organizado [serão feitos conjuntamente]. Acelerando os mecanismos para que esses recursos de brasileiros que sonegam no Brasil sejam rapidamente devolvidos ao país”, frisou.

Acordo já em vigor

Desde o segundo semestre de 2025, o Brasil negociava uma parceria com os EUA para o combate ao crime organizado. No dia 10 de abril deste ano, a Fazenda anunciou um termo de cooperação com os norte-americanos para a troca de informações entre as aduanas brasileira e estadunidense.

O acordo foi batizado de Projeto MIT (Mutual Interdiction Team). O objetivo é integrar esforços de inteligência e operações conjuntas para interceptar remessas ilícitas de armamentos e entorpecentes.

O principal foco do acordo é o combate ao tráfico internacional de armas e drogas. A iniciativa prevê a integração de esforços de inteligência dos dois países e operações conjuntas para interceptar remessas ilícitas.

Segundo Durigan, essa medida já está em prática, e a cooperação deve agora avançar para outros tipos de ações, incluindo a repatriação acelerada de ativos e o enfrentamento à lavagem de dinheiro em escala transnacional.

“O que estamos construindo é uma parceria estrutural, não apenas reativa. Queremos que o crime organizado não tenha mais onde se esconder, nem aqui nem no Brasil”, afirmou o secretário-executivo.

Com informações xdo portal Metrópoles e Governo Federal