Colômbia vai às urnas em disputa marcada por polarização política

País escolhe novo presidente neste domingo (31) em cenário acirrado entre esquerda, direita tradicional e extrema-direita

Publicado em 29 de maio de 2026 às 14:49

País escolhe novo presidente neste domingo (31) em cenário acirrado entre esquerda, direita tradicional e extrema-direita
País escolhe novo presidente neste domingo (31) em cenário acirrado entre esquerda, direita tradicional e extrema-direita Crédito: Reprodução 

Neste domingo (31), cerca de 41 milhões de colombianos vão às urnas para escolher o próximo presidente da Colômbia para o mandato de 2026 a 2030. A eleição acontece em meio a uma forte polarização política e pode redefinir o posicionamento do país na América do Sul e sua relação com os Estados Unidos.

Entre os 14 candidatos na disputa, três aparecem como favoritos para avançar ao segundo turno, marcado para 21 de junho: o senador de esquerda Iván Cepeda, aliado do atual presidente Gustavo Petro; a senadora conservadora Paloma Valência, ligada ao ex-presidente Álvaro Uribe; e o advogado Abelardo de La Espriella, nome associado à extrema-direita latino-americana.

Segundo as pesquisas, Iván Cepeda lidera a corrida eleitoral e é apontado como quase certo na segunda etapa da disputa. O senador ganhou destaque por sua atuação em defesa dos direitos humanos e por participar das negociações do acordo de paz firmado com as Farcs em 2016.

Aliado político de Gustavo Petro, primeiro presidente de esquerda da história da Colômbia, Cepeda tenta manter o grupo Pacto Histórico no poder. Petro não pode disputar a reeleição porque a legislação colombiana proíbe um segundo mandato consecutivo para presidente.

A eleição também é vista como estratégica para a política internacional da região. Especialistas avaliam que uma vitória de Cepeda pode manter a aproximação da Colômbia com governos progressistas da América Latina, incluindo o do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Brasil. Já uma vitória da direita ou da extrema-direita pode fortalecer novamente a relação histórica do país com os Estados Unidos.

Um dos principais temas da campanha é a segurança pública. A Colômbia enfrenta há mais de seis décadas conflitos armados envolvendo guerrilhas, grupos paramilitares e facções ligadas ao narcotráfico.

Enquanto candidatos da direita defendem ampliar o enfrentamento militar contra grupos armados, Cepeda aposta em uma política que mistura repressão e negociação, seguindo a linha da chamada “Paz Total”, defendida pelo governo Petro.

A disputa também ocorre em meio ao fortalecimento político do atual governo. A popularidade de Petro cresceu nos últimos anos após reformas sociais e aumentos do salário mínimo acima da inflação.

Mesmo com Cepeda liderando as pesquisas, analistas apontam que o cenário segue indefinido para o segundo turno, com resultados bastante equilibrados nas simulações entre os principais candidatos.