Congresso do Peru destitui presidente José Jerí após quatro meses no cargo

A decisão foi aprovada por 75 votos a favor, 24 contra e 3 abstenções

Publicado em 17 de fevereiro de 2026 às 18:34

(O Congresso do Peru aprovou nesta terça-feira (17), a destituição do presidente José Jerí, após apenas quatro meses no poder.)
(O Congresso do Peru aprovou nesta terça-feira (17), a destituição do presidente José Jerí, após apenas quatro meses no poder.) Crédito: Reprodução Redes Sociais/Instagram

O Congresso do Peru aprovou nesta terça-feira (17), a destituição do presidente José Jerí, após apenas quatro meses no poder. A decisão foi aprovada por 75 votos a favor, 24 contra e três abstenções, em meio a um escândalo político que agravou a já prolongada instabilidade institucional do país.

Jerí foi acusado de má conduta funcional e falta de idoneidade para exercer o cargo. O caso ganhou repercussão após a divulgação de imagens que mostraram o presidente chegando, à noite e de forma discreta, a um restaurante para se reunir com o empresário chinês Zhihua Yang. O encontro não havia sido informado oficialmente na agenda presidencial.

O episódio ficou conhecido como “Chifagate”, em referência ao termo popular usado no Peru para designar restaurantes de culinária chinesa. A oposição sustentou que a reunião levantava suspeitas de favorecimento indevido, já que o empresário possui negócios no país, incluindo lojas comerciais e uma concessão ligada a um projeto de energia.

Com a remoção, os parlamentares deverão eleger um novo presidente do Congresso nesta quarta-feira (18). Pelo sistema constitucional peruano, o chefe do Legislativo assume automaticamente a Presidência da República em caso de vacância do cargo.

Embora o então presidente do Congresso, Fernando Rospigliosi, estivesse na linha de sucessão, ele informou que não assumirá o posto. Assim, caberá ao Parlamento escolher um novo líder, que passará a comandar o país até as eleições gerais previstas para 12 de abril.

Jerí declarou que respeitaria o resultado da votação.

A crise reforça o cenário de instabilidade política no Peru, que nos últimos anos enfrentou sucessivas trocas de presidentes. Desde 2018, o país andino já teve diversos chefes de Estado, em meio a disputas entre Executivo e Legislativo, denúncias de corrupção e crescente insatisfação popular com a situação econômica e o aumento da criminalidade.

A nova eleição no Congresso será decisiva para definir quem conduzirá o país até o próximo pleito nacional.

Com informações do portal G1 e Metrópoles