Corpos de italianos desaparecidos em mergulho são encontrados em caverna nas Maldivas

A operação de resgate expôs os riscos extremos da missão

Publicado em 18 de maio de 2026 às 10:58

A operação de resgate expôs os riscos extremos da missão
A operação de resgate expôs os riscos extremos da missão Crédito: Reprodução

Cinco mergulhadores italianos morreram durante uma expedição no Atol de Vaavu, nas Maldivas, após entrarem em uma caverna submarina de difícil acesso. O grupo participava de um mergulho turístico a bordo do navio Duke of York quando desapareceu, na quinta-feira (14).

O primeiro corpo encontrado foi o do instrutor de mergulho Gianluca Benedetti, localizado na entrada da caverna. A partir disso, as autoridades acreditaram que os outros quatro italianos ainda estavam presos no interior da gruta.

Nesta segunda-feira (18), o governo das Maldivas confirmou a localização dos corpos da professora de ecologia Monica Montefalcone, da filha dela, Giorgia Sommacal, do biólogo marinho Federico Gualtieri e da pesquisadora Muriel Oddenino.

A operação de resgate expôs os riscos extremos da missão. No sábado (16), o mergulhador militar Mohamed Mahudhee, de 43 anos, morreu durante uma tentativa de recuperar os corpos. A caverna chega a 70 metros de profundidade e possui fortes correntes subaquáticas, o que dificulta o trabalho das equipes.

Após a morte do militar, as buscas foram suspensas temporariamente e retomadas nesta segunda-feira com apoio de especialistas da DAN (Divers Alert Network), organização internacional de segurança no mergulho.

Segundo os socorristas, a missão exige equipamentos especiais, como scooters subaquáticas e cilindros capazes de reciclar o ar, permitindo maior tempo de permanência debaixo d’água. As autoridades afirmam que a retirada dos corpos será feita de forma gradual para evitar novos acidentes.

Um sexto mergulhador do grupo desistiu de entrar na água antes da expedição começar e sobreviveu. Outros 20 italianos que estavam no navio receberam apoio psicológico da Cruz Vermelha.