Da rua de Moscou ao espaço: a história de Laika volta à tona com novas missões lunares

O caso da cadela Laika, enviada ao espaço pela União Soviética durante a Guerra Fria, volta ao debate em meio ao novo avanço das missões lunares e relembra os riscos e dilemas éticos da corrida espacial

Publicado em 2 de abril de 2026 às 16:06

Cadela Laika
Cadela Laika Crédito: Reprodução 

O avanço recente das missões espaciais, impulsionado pelo sucesso da Artemis II, reacendeu o interesse por personagens marcantes da corrida espacial. Entre eles, está Laika, a cadela que se tornou o primeiro ser vivo a orbitar a Terra.

Lançada em 1957 pela União Soviética a bordo da nave Sputnik 2, Laika foi protagonista de um dos episódios mais simbólicos da disputa tecnológica da Guerra Fria. A missão tinha como objetivo estudar como organismos vivos reagiriam às condições do espaço, um passo essencial para futuras viagens tripuladas.

Antes de ir para o espaço, a cadela foi encontrada nas ruas de Moscou e passou por uma série de treinamentos intensivos. Na época, autoridades soviéticas chegaram a afirmar que ela teria sobrevivido por dias em órbita. No entanto, anos depois, veio à tona que Laika morreu poucas horas após o lançamento, devido ao superaquecimento da cápsula.

Durante décadas, informações desencontradas cercaram o destino do animal. Sabe-se hoje que a tecnologia disponível naquele momento não permitia o retorno seguro da nave à Terra, o que indicava que a missão já tinha um desfecho inevitável.

Apesar do fim trágico, o experimento forneceu dados importantes que contribuíram diretamente para o desenvolvimento de missões espaciais tripuladas. A trajetória de Laika permanece como um marco histórico, ao mesmo tempo científico e controverso, sobre os primeiros passos da humanidade fora do planeta.

Décadas depois, com a retomada das ambições de exploração lunar, a história da cadela volta a circular como símbolo dos desafios, avanços e dilemas éticos que marcaram o início da corrida espacial.

Com informações do Metrópoles