Publicado em 7 de abril de 2026 às 17:18
A declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que “uma civilização inteira morrerá” diante de um possível ataque ao Irã provocou forte repercussão internacional nesta terça-feira (7).>
A fala ocorre em meio à escalada de tensões envolvendo o Irã, Israel e os próprios Estados Unidos. Trump estabeleceu prazo até as 21h (horário de Brasília) para que Teerã reabra o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.>
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, manifestou preocupação com o tom das declarações. Segundo seu porta-voz, a possibilidade de que uma população inteira sofra consequências de decisões militares é motivo de alerta.>
Representando o Irã na ONU, Amir-Saeid Iravani classificou as falas como “incitação a crimes de guerra” e “potencial genocídio”, afirmando que o país não ficará inerte diante de eventuais ataques e que responderá com medidas proporcionais.>
Nos Estados Unidos, aliados e opositores de Trump também criticaram a declaração. O senador Ron Johnson afirmou que um ataque a infraestrutura civil seria um erro, enquanto o comentarista Tucker Carlson alertou para os riscos de mortes em massa.>
O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, criticou duramente a fala do presidente. Já a ex-vice-presidente Kamala Harris classificou as ameaças como “abomináveis” e afirmou que elas colocam militares e civis em risco.>
O Papa Leão XIV também se pronunciou, chamando de “inaceitáveis” as ameaças contra o povo iraniano. O pontífice destacou que ataques a infraestruturas civis violam o direito internacional e fez um apelo pelo fim da guerra.>
O cenário segue incerto, com aumento das tensões diplomáticas e preocupação global diante da possibilidade de escalada militar no Oriente Médio.>
Com informações do portal G1>