Estados Unidos ultrapassam 5 mil casos de sarampo e registram pior cenário em 35 anos

País chegou a 5.182 infecções em 2026, maior número anual desde 1991. Cerca de 96% dos infectados não estavam vacinados ou não tinham situação vacinal conhecida.

Publicado em 6 de novembro de 2026 às 23:19

(O avanço do vírus também preocupa pelo número de vítimas.)
(O avanço do vírus também preocupa pelo número de vítimas.) Crédito: Divulgação/OMS

Os Estados Unidos enfrentam o pior avanço do sarampo em mais de três décadas. O país ultrapassou a marca de 5 mil casos da doença em 2026, chegando a 5.182 registros, segundo dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), divulgados nesta sexta-feira (6).

O número é o mais elevado desde 1991 e acende um alerta para as autoridades sanitárias, principalmente pelo avanço das infecções entre pessoas que não receberam a vacina ou não possuem histórico de imunização conhecido. Esse grupo representa 96% dos casos registrados neste ano.

A situação mais preocupante está na Pensilvânia, que concentra 1.487 infecções e 287 internações. Carolina do Sul e Utah também apresentam números elevados, com 670 e 536 casos, respectivamente.

Doença já provoca mortes

O avanço do vírus também preocupa pelo número de vítimas. Autoridades estaduais relataram mortes associadas ao sarampo em diferentes regiões do país, incluindo crianças. A Pensilvânia informou seis mortes relacionadas à doença, enquanto Wisconsin e Nova York também registraram vítimas fatais.

Em todo o território norte-americano, foram contabilizadas 562 hospitalizações em 2026, o equivalente a 11% dos casos notificados. Também foram identificados 43 novos surtos.

Vacinação é a principal forma de prevenção

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida pelo ar e capaz de provocar febre, tosse, coriza, conjuntivite e manchas vermelhas pelo corpo. Em situações mais graves, pode causar pneumonia, encefalite e até levar à morte.

Os Estados Unidos haviam conquistado o status de eliminação do sarampo em 2000, após anos de controle da transmissão. Entretanto, a queda da cobertura vacinal favoreceu o retorno de surtos em diferentes regiões.

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) deverá avaliar se o país ainda atende aos critérios para manter o reconhecimento de eliminação da doença.

E no Brasil?

O Ministério da Saúde também acompanha o avanço do sarampo nas Américas e reforça a importância da vacinação. Até 5 de outubro de 2026, o Brasil havia registrado 52 casos importados, sem circulação endêmica sustentada do vírus.

A orientação é verificar a caderneta de vacinação e procurar uma unidade de saúde para atualizar as doses, especialmente de crianças e pessoas com esquema vacinal incompleto.

Com informações do Ministério da Saúde.