Ex-presidente do Paraguai é preso após impeachment

Detenção foi determinada pelo Ministério Público poucas horas depois de o Senado aprovar sua destituição. Investigação apura suspeitas de irregularidades envolvendo o Ueno Bank, cuja crise provocou um escândalo financeiro no país.

Publicado em 6 de novembro de 2026 às 21:45

(O ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña, foi preso nesta sexta-feira (6), poucas horas depois de ser destituído do cargo pelo Senado paraguaio.)
(O ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña, foi preso nesta sexta-feira (6), poucas horas depois de ser destituído do cargo pelo Senado paraguaio.) Crédito: Fernando Frazão - Agência Brasil

O ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña, foi preso nesta sexta-feira (6), poucas horas depois de ser destituído do cargo pelo Senado paraguaio. A ordem de detenção foi expedida pelo Ministério Público no âmbito das investigações sobre o escândalo financeiro envolvendo o Ueno Bank.

Peña foi localizado em sua residência, em Assunção, onde deverá permanecer em prisão domiciliar até ser apresentado às autoridades do Ministério Público. A Polícia Nacional confirmou o cumprimento da determinação.

A decisão ocorreu após o Senado aprovar o impeachment do então presidente, retirando-lhe o mandato e a imunidade associada ao cargo.

Investigação sobre o escândalo bancário

O caso envolve suspeitas de irregularidades financeiras e possível lesão de confiança relacionadas ao Ueno Bank, instituição que teve suas operações suspensas após problemas financeiros. A crise deixou milhões de clientes sem acesso imediato aos próprios recursos e provocou uma onda de protestos no país.

Peña é investigado por possíveis irregularidades relacionadas à instituição financeira. Ele nega ter cometido ilegalidades. A ordem de detenção também alcançou Carlos Carvallo, ex-presidente do Banco Central do Paraguai, investigado no mesmo caso.

Crise política

A destituição de Peña foi aprovada por 44 votos favoráveis no Senado. Com a saída do ex-presidente, o vice Pedro Alliana assumiu o comando do país e deverá concluir o mandato até 2028.