Caracas é alvo de explosões durante ataque dos Estados Unidos; veja

Segundo relatos de moradores, ao menos sete explosões foram ouvidas em diferentes pontos da capital

Publicado em 3 de janeiro de 2026 às 08:38

Vídeos divulgados nas redes sociais mostram colunas de fumaça saindo de instalações militares
Vídeos divulgados nas redes sociais mostram colunas de fumaça saindo de instalações militares Crédito: Reprodução / Redes sociais

Uma série de explosões rompeu a madrugada deste sábado (3) em Caracas, Venezuela. Horas depois, o presidente americano Donald Trump afirmou que a operação resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro.

Em publicação nas redes sociais, Trump declarou: "Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea."

Relatos

Segundo relatos de moradores, ao menos sete explosões foram ouvidas em diferentes pontos da capital em um intervalo de cerca de 30 minutos, conforme informou a agência Associated Press. Houve registro de tremores, sobrevoo de aeronaves em baixa altitude e correria nas ruas. Em algumas regiões, principalmente próximas à base aérea de La Carlota, no sul da cidade, o fornecimento de energia elétrica foi interrompido.

Vídeos divulgados nas redes sociais mostram colunas de fumaça saindo de instalações militares e movimentação intensa de aviões sobre Caracas.

Nicolás Maduro (presidente da Venezuela) e Cilia Flores (advogada) são casados desde 2013
Nicolás Maduro (presidente da Venezuela) e Cilia Flores (advogada) são casados desde 2013 Crédito: Governo Venezuela

Medidas emergenciais

Após os primeiros ataques, o governo venezuelano divulgou um comunicado confirmando que o país estava sob ofensiva externa e anunciou medidas emergenciais. O texto afirma que o presidente assinou um decreto ampliando o nível de resposta do Estado.

"O presidente Nicolás Maduro assinou e ordenou a implementação do decreto que declara o estado de Comoção Exterior em todo o território nacional, para proteger os direitos da população, o pleno funcionamento das instituições republicanas e passar de imediato à luta armada", diz o texto.

"O país deve se ativar para derrotar esta agressão imperialista."

Apesar da declaração de Trump, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que não possui informações sobre o paradeiro de Maduro e exigiu que o governo americano apresente uma prova de vida do presidente.

Escalada de tensões

A escalada entre os dois países vinha se intensificando desde agosto, quando os EUA elevaram para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão de Nicolás Maduro e reforçaram a presença militar no Caribe. Inicialmente, o discurso oficial americano era de combate ao narcotráfico, mas, ao longo dos meses, autoridades passaram a admitir que a derrubada do governo venezuelano era um objetivo central.

Em novembro, Trump e Maduro chegaram a conversar por telefone, mas, segundo a imprensa americana, as tratativas fracassaram diante da recusa do líder venezuelano em deixar o poder. No mesmo período, os Estados Unidos classificaram o Cartel de los Soles como organização terrorista e acusaram Maduro de liderar o grupo.

Relatórios recentes da imprensa internacional indicavam que Washington se preparava para uma nova fase de operações. O The New York Times apontou ainda o interesse americano nas reservas de petróleo da Venezuela, consideradas as maiores do mundo. Nas últimas semanas, navios petroleiros venezuelanos foram apreendidos, e Trump determinou bloqueios contra embarcações alvo de sanções, além de acusar Maduro de roubar os Estados Unidos.