Publicado em 3 de janeiro de 2026 às 08:38
Uma série de explosões rompeu a madrugada deste sábado (3) em Caracas, Venezuela. Horas depois, o presidente americano Donald Trump afirmou que a operação resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro.>
Em publicação nas redes sociais, Trump declarou: "Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea.">
Segundo relatos de moradores, ao menos sete explosões foram ouvidas em diferentes pontos da capital em um intervalo de cerca de 30 minutos, conforme informou a agência Associated Press. Houve registro de tremores, sobrevoo de aeronaves em baixa altitude e correria nas ruas. Em algumas regiões, principalmente próximas à base aérea de La Carlota, no sul da cidade, o fornecimento de energia elétrica foi interrompido.>
Vídeos divulgados nas redes sociais mostram colunas de fumaça saindo de instalações militares e movimentação intensa de aviões sobre Caracas.>
Após os primeiros ataques, o governo venezuelano divulgou um comunicado confirmando que o país estava sob ofensiva externa e anunciou medidas emergenciais. O texto afirma que o presidente assinou um decreto ampliando o nível de resposta do Estado.>
"O presidente Nicolás Maduro assinou e ordenou a implementação do decreto que declara o estado de Comoção Exterior em todo o território nacional, para proteger os direitos da população, o pleno funcionamento das instituições republicanas e passar de imediato à luta armada", diz o texto.>
"O país deve se ativar para derrotar esta agressão imperialista.">
Apesar da declaração de Trump, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que não possui informações sobre o paradeiro de Maduro e exigiu que o governo americano apresente uma prova de vida do presidente.>
A escalada entre os dois países vinha se intensificando desde agosto, quando os EUA elevaram para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão de Nicolás Maduro e reforçaram a presença militar no Caribe. Inicialmente, o discurso oficial americano era de combate ao narcotráfico, mas, ao longo dos meses, autoridades passaram a admitir que a derrubada do governo venezuelano era um objetivo central.>
Em novembro, Trump e Maduro chegaram a conversar por telefone, mas, segundo a imprensa americana, as tratativas fracassaram diante da recusa do líder venezuelano em deixar o poder. No mesmo período, os Estados Unidos classificaram o Cartel de los Soles como organização terrorista e acusaram Maduro de liderar o grupo.>
Relatórios recentes da imprensa internacional indicavam que Washington se preparava para uma nova fase de operações. O The New York Times apontou ainda o interesse americano nas reservas de petróleo da Venezuela, consideradas as maiores do mundo. Nas últimas semanas, navios petroleiros venezuelanos foram apreendidos, e Trump determinou bloqueios contra embarcações alvo de sanções, além de acusar Maduro de roubar os Estados Unidos.>