EUA se preparam para onda de protestos contra a agência de imigração

Casos em Minneapolis e no Texas ganharam grande repercussão

Publicado em 31 de janeiro de 2026 às 21:18

Donald Trump
Donald Trump Crédito: Redes Sociais/Instagram

Os Estados Unidos esperam um fim de semana intenso de manifestações contra o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), com mais de 300 eventos programados em todos os 50 estados e em Washington, D.C. O movimento, chamado “ICE Fora de Todos os Lugares”, reúne críticas à atuação da agência no controle migratório e à forma como conduziu operações recentes.

Organizadas pelo grupo 50501, as ações ocorrem nos arredores de centros de detenção, escritórios do ICE e sedes de governos locais. Parte dos protestos também está marcada para aeroportos, onde manifestantes planejam criticar companhias aéreas que transportam pessoas deportadas. A mobilização acontece em reação a mortes de civis em ações de fiscalização realizadas por agentes federais.

Casos em Minneapolis e no Texas ganharam grande repercussão. Em Minneapolis, o enfermeiro Alex Pretti, de 37 anos, foi morto a tiros durante uma operação do ICE que mobilizou milhares de agentes, e o Departamento de Justiça abriu uma investigação de direitos civis sobre o episódio. Outro caso citado pelos organizadores foi a morte de Geraldo Campos em um centro de detenção no Texas. Ativistas afirmam que essas ocorrências refletem uso excessivo de força pela política migratória federal.

As mobilizações se somam a um impasse no Congresso norte-americano sobre o financiamento do próprio ICE. Senadores democratas defendem o corte de recursos ao Departamento de Segurança Interna até que reformas sejam implementadas, o que contribuiu para uma paralisação parcial do governo (shutdown), com votações orçamentárias previstas para a próxima semana.

Na sexta-feira (29), grandes manifestações já tomaram as ruas de Minneapolis, epicentro das tensões, com público portando cartazes e pedindo a saída do ICE. A pressão extrapolou o contexto político interno: ações de solidariedade contra a atuação da agência também foram registradas em Milão, na Itália, em protestos relacionados ao envio de agentes americanos para a segurança dos Jogos Olímpicos de Inverno.