Itália registra verão mais quente desde 1950, diz Instituto

Temperatura média entre junho e agosto atingiu 24,3°C, segundo dados do Conselho Nacional de Pesquisa da Itália.

Publicado em 7 de setembro de 2026 às 22:22

(O calor foi ainda mais intenso em agosto, que apresentou temperatura média de 25,6°C. O resultado superou os registros anteriores para o mês, que havia alcançado 24,6°C em 2024 e 24°C em 2017.)
(O calor foi ainda mais intenso em agosto, que apresentou temperatura média de 25,6°C. O resultado superou os registros anteriores para o mês, que havia alcançado 24,6°C em 2024 e 24°C em 2017.) Crédito: Reprodução 

A Itália registrou em 2026 o verão mais quente desde o início da série histórica, em 1950. Segundo o Instituto de Bioeconomia do Conselho Nacional de Pesquisa (CNR-IBE), a temperatura média entre junho e agosto chegou a 24,3°C.

O calor foi ainda mais intenso em agosto, que apresentou temperatura média de 25,6°C. O resultado superou os registros anteriores para o mês, que havia alcançado 24,6°C em 2024 e 24°C em 2017.

De acordo com os pesquisadores, o índice de agosto ficou 5,2°C acima da média registrada entre 1951 e 1980 e 3,5°C acima da referência adotada para o período de 1991 a 2020.

Altas temperaturas

As temperaturas elevadas atingiram diferentes regiões do país, principalmente áreas das planícies do noroeste e regiões próximas aos Apeninos.

Grandes cidades italianas, como Roma, Florença e Turim, também enfrentaram períodos de calor intenso durante os meses de verão.

Além dos impactos sobre a população, as altas temperaturas aumentam a preocupação com períodos de seca e incêndios florestais, especialmente em áreas mais vulneráveis.

Segundo o CNR-IBE, caso a tendência registrada até agora continue, 2026 pode terminar como o ano mais quente da Itália desde 1950.