Jornalista dos EUA sequestrada no Iraque é libertada, diz milícia

Grupo ligado ao Irã afirma ter soltado repórter e exige saída imediata do país.

Publicado em 7 de abril de 2026 às 19:36

(Jornalista norte-americana Shelly Kittleson)
(Jornalista norte-americana Shelly Kittleson) Crédito: Reprodução/Redes Sociais

A jornalista norte-americana Shelly Kittleson, sequestrada no Iraque, foi libertada nesta terça-feira (7), segundo informações divulgadas pela milícia Kataib Hezbollah.

A repórter havia sido capturada na última semana. Em comunicado, o chefe de segurança do grupo, Abu Mujahid Al-Asaf, afirmou que a libertação ocorreu “em apreciação das posições patrióticas do primeiro-ministro”, sob a condição de que a jornalista deixe o país imediatamente.

No mesmo comunicado, o grupo declarou que a decisão é excepcional e não deve se repetir, citando o atual contexto de conflito na região.

A milícia também divulgou um vídeo em que a jornalista aparece durante o período de cativeiro, fazendo declarações sobre supostos vínculos com autoridades norte-americanas. O conteúdo não foi verificado de forma independente.

Até o momento, o governo dos Estados Unidos não confirmou oficialmente a libertação.

O caso ocorre em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio, envolvendo grupos armados apoiados pelo Irã e interesses norte-americanos na região.

Ou outra versão

A jornalista americana Shelly Kittleson foi libertada nesta terça-feira (7 de abril) após ser mantida em cativeiro por uma semana no Iraque. A informação foi confirmada pela milícia Kataib Hezbollah, grupo xiita armado ligado ao Irã, e por autoridades iraquianas.

Kittleson, de 49 anos, foi sequestrada em 31 de março em uma rua movimentada de Bagdá. O chefe de segurança do Kataib Hezbollah, Abu Mujahid Al-Asaf, anunciou a libertação em comunicado divulgado por um canal no Telegram.

Segundo o grupo, a jornalista foi solta “em apreciação às posições patrióticas do primeiro-ministro” iraquiano, com a condição de que ela deixe o Iraque imediatamente.

“No estado de guerra travada pelo inimigo sionista-americano contra o Islã, muitas considerações deixam de existir. Esta iniciativa não se repetirá nos próximos dias”, diz o comunicado.

A milícia também divulgou um vídeo gravado durante o cativeiro. Nele, Shelly Kittleson afirma que teria sido treinada por oficiais norte-americanos na Síria e na Ucrânia e que coletava informações sobre grupos iraquianos para o governo dos Estados Unidos. Ao final, ela declara: “Confio que homens corajosos e honrosos me libertarão, pois sou uma mulher e eles respeitam as mulheres”.

Fontes iraquianas indicam que a libertação ocorreu como parte de uma troca de prisioneiros, envolvendo a soltura de membros detidos da própria milícia.

Até o momento, o governo dos Estados Unidos ainda não se manifestou oficialmente sobre a libertação, embora acompanhe o caso desde o sequestro.

O episódio ocorreu em meio à escalada de tensões no Oriente Médio, com frequentes ataques de milícias alinhadas ao Irã contra interesses americanos na região.

Com informações de portal Metrópoles