Publicado em 3 de janeiro de 2026 às 10:12
Reações internacionais foram divulgadas após o anúncio de que forças dos Estados Unidos realizaram uma operação militar em território venezuelano e capturaram o presidente Nicolás Maduro. Presidentes da Colômbia e de Cuba condenaram publicamente a ação, a Rússia exigiu esclarecimentos imediatos e, em sentido oposto, o presidente da Argentina celebrou o episódio.>
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou estar “extremamente alarmado” com os relatos de que Maduro e sua esposa teriam sido removidos à força do país durante a operação. Em nota, a chancelaria russa declarou que, se confirmada, a ação representa uma “violação inaceitável da soberania de um Estado independente”, afrontando princípios fundamentais do direito internacional.>
Em Cuba, o presidente Miguel Díaz-Canel condenou duramente a ofensiva. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que o país exige uma reação urgente da comunidade internacional diante do que classificou como um ataque criminoso e terrorismo de Estado contra o povo venezuelano e a América Latina.>
Já o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, declarou que acompanha com “profunda preocupação” os relatos de ataques e atividades aéreas incomuns na Venezuela, alertando para o aumento da tensão na região.>
Na contramão das críticas, o presidente da Argentina, Javier Milei, comemorou a ação. Em publicação nas redes sociais, ele compartilhou a notícia da captura de Maduro e escreveu: “A liberdade avança”.>
Lula se manifesta>
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se posicionou contra a ofensiva militar anunciada pelos Estados Unidos na Venezuela e classificou a ação como uma violação grave das normas que regem as relações entre países. Em declaração oficial, Lula afirmou que o ataque e a captura do presidente venezuelano representam uma afronta direta à soberania nacional.>
"Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional.">
Contato com o Itamaraty>
O chanceler da Venezuela, Yván Gil Pinto, informou que conversou por telefone com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, após os ataques e a captura de Maduro. Segundo ele, o ministro brasileiro teria expressado “forte condenação a este ato sem precedentes de agressão militar criminosa”.>
As declarações ocorrem após uma madrugada marcada por explosões em Caracas e em outros estados venezuelanos, com relatos de ataques a instalações estratégicas. O cenário segue em evolução, com novas manifestações diplomáticas sendo registradas ao longo do dia.>
Governador do Pará fala em violação da ordem internacional>
O governador do Pará, Helder Barbalho, classificou o ataque dos Estados Unidos como um “retrocesso histórico”. Em nota publicada nas redes sociais, Helder afirmou que a América do Sul levou séculos para construir um arcabouço baseado no direito internacional, na autodeterminação dos povos e no multilateralismo.>
O governador destacou que, apesar de a permanência de Nicolás Maduro no poder ser amplamente contestada, isso não legitima uma intervenção estrangeira. Para Helder, quando uma potência captura e remove à força o chefe de Estado de um país soberano, há uma agressão direta à ordem internacional. Ele afirmou ainda que a violência externa se soma à violência interna já vivida pelo povo venezuelano e que “um erro não justifica outro”.>
Helder defendeu que a crise seja resolvida com base em princípios e não apenas pela força, manifestando solidariedade ao povo da Venezuela e reforçando a importância da unidade e do respeito à soberania dos países da América do Sul.>