Nepal retoma buscas por desaparecidos após tragédia no Himalaia; reconstrução pode custar bilhões

Equipes de resgate voltaram às áreas atingidas por uma gigantesca inundação; centenas de pessoas morreram e milhares seguem desaparecidas.

Publicado em 29 de agosto de 2026 às 17:42

Início da tragédia no Nepal
Início da tragédia no Nepal Crédito: Redes Sociais/Instagram

Os trabalhos haviam sido interrompidos temporariamente devido às condições de segurança e ao risco de novos deslizamentos e inundações. Com a retomada das buscas, equipes especializadas passaram a atuar em diferentes pontos atingidos pelo desastre, utilizando helicópteros e equipamentos para tentar localizar sobreviventes e vítimas.

A tragédia foi desencadeada pelo colapso de uma geleira, que lançou uma enorme quantidade de água, lama, pedras e detritos em direção às áreas habitadas. A correnteza destruiu casas, estradas, pontes e outras estruturas, além de deixar regiões isoladas.

Segundo as autoridades, centenas de pessoas morreram no Nepal e no Tibete, enquanto milhares continuam desaparecidas. Entre as pessoas ainda não localizadas estão estrangeiros que estavam na região, incluindo peregrinos que viajavam pelo Himalaia.

Destruição provoca prejuízo bilionário

Enquanto as equipes continuam concentradas nas buscas, o governo nepalês já começa a calcular o tamanho dos prejuízos provocados pela tragédia.

A estimativa inicial é de que sejam necessários entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões para reconstruir a infraestrutura destruída. O valor inclui estradas, pontes, instalações de energia e outras estruturas afetadas pela inundação.

As autoridades também buscam apoio internacional para operações que exigem conhecimento técnico especializado, principalmente em áreas de difícil acesso.

A prioridade, neste momento, continua sendo encontrar desaparecidos e prestar assistência às comunidades atingidas. Com milhares de famílias ainda sem notícias de parentes, as equipes trabalham contra o tempo em meio a um cenário marcado por destruição e incerteza.

Com informações do portal g1 e Agência Brasil