PF prende na Bolívia Gerson Palermo, apontado como chefe do PCC e foragido desde 2020

Traficante condenado a quase 126 anos de prisão foi localizado após cinco anos foragido; ele havia rompido tornozeleira eletrônica no dia da fuga

Publicado em 26 de maio de 2026 às 15:59

Traficante condenado a quase 126 anos de prisão foi localizado após cinco anos foragido; ele havia rompido tornozeleira eletrônica no dia da fuga
Traficante condenado a quase 126 anos de prisão foi localizado após cinco anos foragido; ele havia rompido tornozeleira eletrônica no dia da fuga Crédito: Reprodução 

Nesta terça-feira (26), a Polícia Federal prendeu na Bolívia o traficante Gerson Palermo, apontado como um dos chefes do Primeiro Comando da Capital, que estava foragido desde 2020 após romper a tornozeleira eletrônica e fugir no mesmo dia em que recebeu o benefício de prisão domiciliar.

Segundo a Polícia Federal, Palermo havia sido liberado do presídio federal de Campo Grande (MS) com uso de tornozeleira, mas quebrou o equipamento logo após a decisão e deixou o país. Desde então, ele era considerado um dos criminosos mais procurados do Brasil.

A prisão ocorreu após uma operação de cooperação internacional que localizou o traficante em território boliviano. Ele agora deve passar pelos trâmites de extradição para o Brasil.

O caso ganhou novos desdobramentos após a divulgação de que a PF concluiu uma investigação sobre a fuga do criminoso, que teria possível relação com decisões judiciais envolvendo o desembargador Divoncir Maran, do Mato Grosso do Sul. O caso foi encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), e o magistrado é citado em suspeitas de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. A defesa dele não foi localizada.

Gerson Palermo foi condenado a quase 126 anos de prisão por diferentes crimes. Entre os casos mais conhecidos, está a participação no sequestro de um avião Boeing 727 da antiga Vasp, em 2000. Na ocasião, a aeronave foi desviada durante um voo entre Foz do Iguaçu e Curitiba e forçada a pousar em Porecatu (PR), onde criminosos roubaram cerca de R$ 5,5 milhões em malotes do Banco do Brasil.

Em outro processo, Palermo também foi condenado a 66 anos e 9 meses de prisão por crimes ligados ao mesmo período de atuação criminosa.