Publicado em 12 de agosto de 2026 às 12:07
A crise diplomática entre Moscou e o Ocidente ganhou contornos ainda mais graves nesta quarta feira (12). O presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou publicamente que o país responderá na mesma moeda caso governos da União Europeia concretizem a apreensão de embarcações ligadas ao comércio russo. A retaliação do Kremlin surge em resposta direta ao recente pacote de sanções aprovado pelo bloco europeu no mês passado, mecanismo que autoriza a retenção e o leilão de mercadorias transportadas pela chamada "frota paralela" russa navios operados sob bandeiras de terceiros para driblar os bloqueios econômicos decorrentes do conflito na Ucrânia.>
Em pronunciamento divulgado pela agência estatal Tass, Putin classificou os planos de confisco europeus como atos ilegais de "pirataria e roubo", alegando que as embarcações realizam transporte de caráter pacífico e que a medida viola frontalmente o direito marítimo internacional. O líder russo foi taxativo ao avisar que Moscou atuará "onde considerar necessário e apropriado", citando explicitamente a prontidão e a área de cobertura da Frota do Pacífico para eventuais ações de resposta.>
O tom do discurso foi reforçado por Dmitry Medvedev, vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, que ampliou o alerta ao mencionar potenciais alvos em águas internacionais. O político ressaltou que a navegação com "bandeiras de conveniência" é uma prática comum no comércio global e defendeu que o país passa a ter o direito simétrico de interceptar qualquer navio mercante de nações consideradas inimigas, sob a simples suspeita de transporte de cargas destinadas a seus adversários.>