Relatório do Congresso dos EUA acusa Brasil de restringir conteúdos pró-Trump em plataformas digitais

Documento do Comitê Judiciário da Câmara norte-americana cita decisões do STF e aponta suposta atuação de autoridades brasileiras na remoção de publicações online.

Publicado em 4 de abril de 2026 às 11:56

Relatório diz que autoridades pediram remoção de conteúdos que elogiavam Trump - 
Relatório diz que autoridades pediram remoção de conteúdos que elogiavam Trump -  Crédito: Reproddução/X

Um relatório produzido pelo Comitê Judiciário da Câmara dos Estados Unidos afirma que o que chamou de “regime de censura brasileiro” teria atuado para restringir conteúdos favoráveis ao presidente norte-americano Donald Trump em plataformas digitais.

O documento, divulgado na última quarta-feira (1º), apresenta críticas a decisões judiciais brasileiras e faz alertas sobre supostas medidas consideradas arbitrárias atribuídas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, além de outros magistrados da Corte.

Segundo o relatório, autoridades brasileiras teriam encaminhado solicitações a empresas de tecnologia, incluindo a plataforma X, pedindo a remoção de publicações que elogiavam Trump e criticavam o ex-presidente dos Estados Unidos Joe Biden.

“O regime de censura brasileiro chegou a enviar solicitações a plataformas como o X para remover publicações que elogiam o presidente Donald Trump e criticam o ex-presidente Joe Biden e a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), liderada por Biden”, afirma trecho do documento.

O relatório também menciona a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional, órgão responsável por programas de assistência internacional do governo norte-americano. A agência foi dissolvida em 1º de julho de 2025, durante o governo Trump, e suas atribuições foram incorporadas ao Departamento de Estado dos Estados Unidos.

De acordo com o Comitê Judiciário, o estudo tem como objetivo reunir informações para subsidiar debates no Congresso dos Estados Unidos sobre liberdade de expressão, regulação de plataformas digitais e a atuação de governos estrangeiros nesses temas. O documento poderá servir de base para eventuais iniciativas legislativas ou medidas diplomáticas relacionadas ao assunto.

Até o momento, não houve manifestação oficial do STF ou de autoridades brasileiras citadas no relatório sobre as alegações apresentadas pelo comitê norte-americano.