Senadores dos EUA cobram de Rubio garantia de que governo Trump reconhecerá eleição no Brasil

Congressistas democratas questionam se a Casa Branca aceitará o resultado do pleito de 2026

Publicado em 29 de setembro de 2026 às 17:24

Secretário Rubio durante reunião com funcionários e familiares da Embaixada dos EUA em Lima.
Secretário Rubio durante reunião com funcionários e familiares da Embaixada dos EUA em Lima. Crédito: Freddie Everett/Official State Department

Senadores democratas dos Estados Unidos enviaram uma nova carta ao secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, cobrando garantias explícitas de que o governo de Donald Trump reconhecerá o resultado das eleições democráticas de 2026 no Brasil. No documento encaminhado na segunda-feira (28), os parlamentares Jeanne Shaheen, Peter Welch e Tim Kaine questionaram se a Casa Branca se comprometerá a respeitar a decisão das urnas e a manter relações diplomáticas normais com qualquer candidato eleito pelo povo brasileiro.

A cobrança acontece poucos dias após o envio de uma primeira correspondência na qual congressistas apontaram ações do governo dos EUA que ameaçam a aliança estratégica entre os dois países. No novo texto, os senadores reiteraram a preocupação com o envolvimento de autoridades americanas em uma suposta campanha de interferência e desestabilização política no Brasil durante o segundo mandato do presidente Donald Trump.

Como indícios dessa ingerência, os congressistas citaram a nomeação de Darren Beattie, político de extrema-direita e crítico do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, para o cargo de assessor sênior para questões relativas ao Brasil no Departamento de Estado. Além disso, os senadores destacaram a imposição de novas tarifas comerciais adicionais ao mercado brasileiro, decorrentes de uma investigação que teria sido instaurada por determinação direta de Trump.

Até a última atualização da reportagem, o governo dos Estados Unidos não havia se pronunciado sobre a nova carta entregue a Rubio. Em declarações prestadas em agosto, o Departamento de Estado norte-americano negou a existência de qualquer plano para impedir a reeleição do presidente Lula e afirmou que os EUA respeitarão qualquer governo livremente escolhido pelos eleitores brasileiros.

Com informações do g1.

Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.