Trump volta a ameaçar Cuba e sugere possibilidade de 'tomada de controle amigável' da ilha

A declaração foi feita durante evento na Casa Branca

Publicado em 9 de março de 2026 às 21:22

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. Crédito: Daniel Torok/White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retornou a endurecer o tom contra Cuba nesta segunda-feira (9), afirmando que seu governo estuda uma "tomada de controle amigável" do país caribenho, em meio a uma escalada de tensões bilaterais. A declaração, feita durante evento na Casa Branca, reforça as ameaças recentes de Washington, que incluem um bloqueio energético imposto à ilha desde janeiro de 2026, alegando riscos à segurança nacional americana.

Segundo Trump, Cuba estaria em seus "últimos suspiros" devido a problemas econômicos e instabilidades internas, o que abriria caminho para uma intervenção dos EUA. "Podemos acabar com uma tomada de controle amigável de Cuba depois de muitos, muitos anos", disse o presidente, sugerindo que a venda de petróleo cubano seria uma peça-chave no plano. Ele também mencionou conversas com aliados latino-americanos sobre o tema, indicando que a ilha será seu "próximo alvo".

Em fevereiro deste ano, Trump deu mesma declaração aos jornalistas norte-americanos. A reação do governo cubano foi imediata. Autoridades em Havana rechaçaram as declarações como "ameaças imperialistas" e afirmaram que Cuba está em "alerta máximo" aguardando os próximos passos de Trump. O Ministério das Relações Exteriores cubano emitiu uma nota oficial condenando a "política de pressão máxima" adotada pela administração Trump, que inclui sanções econômicas e restrições ao comércio de energia.

Essa não é a primeira vez que Trump mira Cuba. Em declarações anteriores, o presidente havia sinalizado a possibilidade de acordos com a ilha, mas misturando tons de negociação e intimidação. Analistas apontam que as ameaças fazem parte de uma estratégia mais ampla de Trump na América Latina, que inclui pressões sobre outros países como Venezuela e Nicarágua, aliados históricos de Cuba.

A possibilidade de uma "tomada amigável", termo vago que poderia envolver intervenções econômicas ou militares disfarçadas, preocupa a comunidade internacional, especialmente na América Latina, onde há temores de desestabilização regional.

O governo Biden anterior havia relaxado algumas sanções contra Cuba, mas Trump, ao retornar ao poder, reverteu essas medidas e impôs novas restrições. O bloqueio energético, por exemplo, agravou a crise de abastecimento na ilha, levando a protestos e escassez de combustível.

Atualizações sobre o tema são esperadas nas próximas semanas, à medida que Trump continua a articular sua política externa. O governo cubano, por sua vez, busca apoio internacional para condenar as ameaças, apelando a organizações como a ONU e a CELAC.

Com informações do portal G1 e Metrópoles