Lula diz que não quer guerra, mas defende preparo militar do Brasil

Para Lula, o cenário atual é um dos mais tensos desde a Segunda Guerra Mundial, com múltiplos focos de conflito

Publicado em 26 de junho de 2026 às 13:43

Para Lula, o cenário atual é um dos mais tensos desde a Segunda Guerra Mundial, com múltiplos focos de conflito
Para Lula, o cenário atual é um dos mais tensos desde a Segunda Guerra Mundial, com múltiplos focos de conflito Crédito: Reprodução/Canal GOV

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (26) que o Brasil não busca conflito com outros países, mas precisa estar preparado para garantir sua defesa e não ser surpreendido em um cenário internacional cada vez mais instável.

A declaração foi feita durante a cerimônia de lançamento da Fragata “Cunha Moreira”, em Itajaí (SC), evento voltado ao setor de defesa e à Marinha do Brasil.

No discurso, Lula reforçou que o país não tem intenção de entrar em guerras ou confrontos internacionais, mas destacou a necessidade de estrutura e estratégia militar:

“Eu não quero guerra, mas eu também não quero ser pego de surpresa. Eu não quero constatar que eu não tenho nada. Eu tenho que me cuidar”, afirmou.

Segundo ele, o contexto global atual exige atenção redobrada das nações.

O presidente comentou que o mundo vive um período de forte tensão e citou conflitos históricos e atuais para exemplificar sua preocupação com a instabilidade internacional. Ele também mencionou disputas geopolíticas envolvendo grandes potências, como Estados Unidos, ao falar sobre interesses em regiões estratégicas do planeta.

Para Lula, o cenário atual é um dos mais tensos desde a Segunda Guerra Mundial, com múltiplos focos de conflito.

Defesa e estratégia do Brasil

Lula defendeu que o Brasil precisa investir em planejamento estratégico de defesa para proteger seu território, que ele classificou como extenso e relevante no cenário global.

“Ninguém vai respeitar quem não se respeita”, disse, ao reforçar a importância de o país valorizar suas Forças Armadas e sua capacidade de defesa.

Ele afirmou ainda que o Brasil não tem intenção de atacar outros países, mas deve estar preparado para proteger sua soberania e seus mais de 8,5 milhões de km² de território.

Com informações do CNN Brasil