Lula e Flávio Bolsonaro assinam acordo para abrir sigilos e pedem divulgação pública dos dados

Documento foi encaminhado ao TSE e prevê abertura simultânea das informações.

Publicado em 22 de outubro de 2026 às 14:43

Lula e Flávio Bolsonaro assinam acordo para abrir sigilos.
Lula e Flávio Bolsonaro assinam acordo para abrir sigilos. Crédito: Reprodução/Redes Sociais 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidatos à Presidência da República, formalizaram um acordo para autorizar a abertura recíproca de sigilos. O documento foi apresentado à imprensa nesta quinta-feira (22) pelo senador Camilo Santana e encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com pedido para que as informações sejam divulgadas publicamente.

O texto será analisado pelo ministro André Mendonça, relator do caso no TSE. Entre as solicitações estão a requisição de dados ao Banco Central, às instituições financeiras, à Receita Federal e às operadoras de telefonia. O documento também pede que os registros sejam disponibilizados no sistema "DivulgaCand Contas" ou em outra plataforma de acesso público.

De acordo com o compromisso apresentado, a abertura deverá ocorrer de forma integral e simultânea para os dois candidatos. O prazo indicado no documento para o envio das autorizações é até as 23h59 desta quinta-feira (22). A divulgação efetiva, no entanto, depende dos procedimentos necessários e da decisão da Justiça Eleitoral sobre os pedidos apresentados.

A proposta começou após um desafio lançado por Lula durante o debate presidencial da TV Band, no domingo (18). Na ocasião, o petista propôs abrir seus sigilos e os de familiares caso Flávio também autorizasse a divulgação dos próprios dados. No dia seguinte, o senador apresentou condições adicionais, incluindo informações de familiares, empresas e despesas relacionadas à Presidência da República. A campanha de Lula sinalizou que aceitaria os termos.

Um dos pontos de divergência nas negociações foi a inclusão da Alcazar Holdings, empresa associada ao advogado Willer Tomaz. Conforme informações divulgadas nesta quinta-feira, as equipes chegaram a um entendimento para incluir a companhia no acordo, após a campanha petista defender a medida.

A discussão sobre a abertura dos sigilos ganhou espaço na reta final da disputa presidencial e passou a integrar a troca de críticas entre os candidatos. A iniciativa é apresentada no contexto de cobranças por transparência, mas a extensão dos dados que poderão ser acessados publicamente dependerá dos termos autorizados e das decisões das autoridades responsáveis.