Lula sanciona Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19

Dia escolhido para homenagear vítimas é 12 de março, data da primeira morte pela doença no Brasil em 2020. País registrou mais de 700 mil óbitos

Publicado em 11 de maio de 2026 às 20:55

(Presidente Lula e o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha)
(Presidente Lula e o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha) Crédito: Ricardo Stuckert - PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta segunda-feira (11) a lei que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, a ser celebrado anualmente em 12 de março. A data marca o registro da primeira morte por coronavírus no Brasil, ocorrida em 2020. A cerimônia aconteceu no Palácio do Planalto, com a presença da primeira-dama Janja Lula da Silva e de ministros.

O projeto de lei (PL 2.120/2022), de autoria do deputado Pedro Uczai (PT-SC), foi aprovado pelo Congresso Nacional e visa homenagear as mais de 716 mil vítimas da pandemia no país, além de reconhecer o impacto social, econômico e humano da crise sanitária.

Durante o evento, Lula fez críticas diretas à gestão da pandemia pelo governo anterior, comandado por Jair Bolsonaro. O presidente afirmou que é necessário manter viva a memória para não esquecer a atuação de grupos que, segundo ele, disseminaram desinformação, combateram a vacinação e adotaram condutas que agravaram a crise. Lula pediu que a sociedade e a imprensa continuem denunciando o que classificou como “ignorância” e negacionismo.

Contexto da data

A escolha de 12 de março refere-se à morte de Rosana Aparecida Urbano, técnica de enfermagem de 57 anos, em São Paulo. Inicialmente registrada como ocorrida em 16 de março, a data foi corrigida posteriormente pelo Ministério da Saúde após confirmação laboratorial.

A pandemia de Covid-19 deixou um legado doloroso no Brasil: além das centenas de milhares de mortes, foram registrados milhões de casos, sobrecarga no sistema de saúde e profundas sequelas econômicas e psicológicas em famílias e comunidades.

Reações

A sanção foi celebrada por familiares de vítimas, entidades de saúde e parlamentares de esquerda, que veem na data um ato de reparação e memória coletiva. Opositores, alinhados ao bolsonarismo, criticaram o tom político do evento e argumentam que a pandemia exigia medidas mais amplas de responsabilidade compartilhada entre poderes.

A lei entra em vigor imediatamente e não prevê feriado nacional, mas estimula atos, homenagens e reflexões anuais sobre a tragédia.

Com informações do portal G1