Publicado em 25 de setembro de 2026 às 21:08
A Meta, empresa responsável pelo Facebook e Instagram, desativou temporariamente a conta de anúncios vinculada ao perfil oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Facebook. O episódio ocorreu nesta semana, a poucos dias do primeiro turno das eleições de 2026.>
A suspensão provocou reação da campanha de Lula, que questionou a Meta sobre os motivos da medida. Segundo informações divulgadas pela imprensa, a campanha considerou a decisão repentina e buscou esclarecimentos junto à empresa.>
O episódio também gerou críticas e suspeitas entre aliados do presidente. Segundo a Agência Brasil, o bloqueio temporário foi utilizado por integrantes do grupo político de Lula para questionar uma possível atuação das grandes empresas de tecnologia que, na avaliação desses aliados, poderia beneficiar adversários do governo. A alegação, porém, não estabelece que tenha ocorrido favorecimento deliberado.>
Meta ainda não explicou o caso>
Após a determinação da empresa, a Meta não havia apresentado publicamente uma explicação específica para a desativação temporária dos anúncios de Lula.>
A empresa afirma, de forma geral, que mantém regras específicas para publicidade política e eleitoral no Brasil. Segundo a própria Meta, anúncios desse tipo passam por mecanismos de identificação e ficam disponíveis na Biblioteca de Anúncios, que permite consultar informações sobre campanhas publicitárias políticas e eleitorais.>
Dados da Biblioteca de Anúncios da Meta divulgados pela CNN Brasil mostram que o PT liderou os gastos com anúncios no Facebook e Instagram entre 28 de abril e 26 de julho de 2026, com cerca de R$ 2,3 milhões investidos no período.>
Contexto eleitoral>
A suspensão ocorre durante a reta final da campanha eleitoral de 2026. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, o que coloca o episódio no centro do debate sobre o uso das plataformas digitais durante a disputa eleitoral.>
A Meta informou anteriormente que adotaria medidas específicas para o pleito brasileiro, incluindo aplicação de suas políticas de conteúdo, transparência sobre publicidade política e cooperação com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).>
Com informações do portal Gazeta do Povo.>