Políticos dominam direção de escolas municipais; companhia de gás não cobra taxa de disponibilidade e servidor nas eleições
-
Link copiado
Confira as notícias sobre companhia de gás do Ceará, que não cobra taxa de disponibilidade, como faz a Águas do Pará; políticos dominam indicação para direção de escolas administradas pela Prefeitura de Belém; e veja o que o servidor público pode, ou não, fazer durante a campanha eleitoral.>
Políticos dominam direção de escolas municipais
A Secretaria Municipal de Educação (Semec) renovou, por mais dois anos, o contrato de gestão escolar dos servidores que dirigem as unidades escolares. Vale lembrar que as direções das escolas estão hoje mas mãos de políticos, responsáveis pela indicação dos nomes que ocupam os cargos.>
Dizem, à boca pequena, que tem político privilegiado que acumula a direção de até quatro escolas de uma só vez. Em tempos de campanha eleitoral e caça ao voto, vale tudo!>
Companhia de gás do Ceará disponibiliza rede, mas não cobra de quem usa botijão
Com relação à propalada cobrança da taxa de disponibilidade da rede de abastecimento de água, feita pela Águas do Pará, vale lembrar que outras concessionárias, como a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), uma sociedade de economia mista controlada pelo governo do Estado do Ceará, também cobra a taxa, da mesma forma que pretende a Águas do Pará.>
Mas é importante ressaltar, por outro lado, que a concessionária de gás natural canalizado, no Ceará - a Cegás (Companhia de Gás do Ceará) - sociedade de economia mista que distribui gás natural para os setores residencial, comercial, industrial e automotivo (GNV) no Estado, também disponibiliza uma rede de abastecimento de gás para as residências, mas o morador que optar por utilizar o botijão de gás GLP não é obrigado a pagar pela disponibilidade da rede de gás que passa em frente a sua casa.>
A Cegás, portanto, detém a concessão exclusiva apenas para os serviços de gás natural canalizado. Ou seja, tem algo de errado na legislação, ou é mais um típico caso de dois pesos e duas medidas.>
Ministério proíbe servidores da UFPA de fazerem campanha eleitoral nos campi
O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) expediu documento, no dia 4 de julho, proibindo qualquer funcionário cedido para cargos de gestão na Universidade Federal do Pará (UFPA) de fazer propaganda política eleitoral nas dependências dos campi da Universidade.>
A decisão proíbe o servidor até de entrar na UFPA com carro adesivado. Os servidores enquadrados tiveram que assinar ciência da ordem.>
Prefeituras reforçam proibição do uso da máquina pública nas eleições
Vale lembrar que várias prefeituras baixaram Decreto de Condutas Vedadas detalhando exatamente o que os funcionários não podem fazer, transcrevendo as regras da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) para o âmbito municipal, determinando que nenhum computador, e-mail institucional, rede de internet ou telefone fixo da prefeitura seja utilizado para divulgar material de campanha, compartilhar santinhos digitais ou gerenciar redes sociais de candidatos.>
Também é vetado qualquer tipo de adesivagem em carros oficiais, além da fixação ou distribuição de folhetos e cartazes dentro das repartições públicas, ficando os secretários e diretores de cada pasta encarregado de fiscalizar suas equipes sob pena de responderem solidariamente caso a estrutura do órgão seja usada de forma ilegal. O objetivo é proteger a prefeitura de processos por abuso de poder político.>
Proibição de campanha se restringe ao horário de trabalho
Vale lembrar, também, que os servidores públicos não estão proibidos totalmente de fazerem campanha, o que seria inconstitucional. A legislação eleitoral proíbe os servidores de fazerem campanha no horário de trabalho, ou utilizando qualquer tipo de recurso público dentro das dependências das instituições públicas. Fora isso, cada um pode se manifestar democraticamente a favor ou contra qualquer candidato.>
Tape-iu iakatuete”: UFPA resgata saudação Amanayé na chegada a Goianésia
A inauguração do polo universitário de Goianésia do Pará, ligado ao campus da Universidade Federal do Pará (UFPA), em Tucuruí, ganhou uma marca que vai além da abertura de um novo espaço acadêmico. Ao receber estudantes, professores e autoridades, o prédio também reconhece a história de quem já estava na região muito antes da universidade: o povo Amanayé.>
A presença histórica dos Amanayé está vinculada ao território de Goianésia e inspirou uma escolha simbólica para a abertura do polo. Juntamente com o tradicional “bem-vindos e bem-vindas”, gravado na porta do imóvel, a comunidade universitária é recebida na língua Amanayé, pela expressão “Tape-iu iakatuete”, utilizada para saudar a chegada de pessoas.>
A presença da UFPA em Goianésia do Pará começou a ser construída em 2023, com a oferta de vagas para Engenharia Elétrica e cursos técnicos em parceria com a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet). Agora, com a abertura do polo, a universidade amplia a presença pública de uma instituição federal na região e aproxima o ensino superior de estudantes que, muitas vezes, precisariam deixar o município para continuar seus estudos.>
Jornalista lança segunda obra na Feira do Livro
O jornalista e escritor Josué Costa lança na Feira Pan-Amazônica do Livro, no próximo dia 5 de setembro, o seu segundo livro, intitulado “Inquietudes”, pela editora Dalcídio Jurandir, inspirado no hábito de ver e pensar.>
O livro traz crônicas, artigos e narrativas sobre assuntos diversos, apresentando pontos de vista do autor sobre suas experiências no magistério, com jovens adolescentes e adultos; da vivência na Igreja, da qual sempre esteve próximo, além da imprensa escrita, onde trabalhou, e do convívio nos balcões de botequins.>
O primeiro livro do autor, intitulado “Fantasmas do Casarão”, foi lançado na Feira Pan-amazônica do Livro, em 2024, contendo narrativas sobre visagens que teriam aparecido no Colégio Paes de Carvalho, com grande sucesso de público. O lançamento será no sábado, às 18 horas, no estande da Imprensa Oficial do Estado.>
Justiça mobiliza a Força Nacional para conter invasão a terra indígena, em Altamira
A Justiça Federal determinou, nesta semana, que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) mobilizem a Força Nacional em efetivo suficiente para proteger a Terra Indígena Ituna-Itatá (situada entre os municípios de Altamira e Senador José Porfírio, no sudoeste do Pará), visando impedir o ingresso de novos ocupantes>
A decisão foi do juiz federal Luiz Izidro da Silva Neto, da Subseção Judiciária de Altamira, determinando ainda o prazo de cinco dias para que a União e a Funai informem sobre as providências adotadas, o efetivo mobilizado, os acessos submetidos a controle, o cronograma inicial da operação e a autoridade responsável por sua coordenação, sob pena de multa diária de R$ 50 mil, em caso de descumprimento.>
Governo federal disponibiliza Guia de Proteção a Jornalistas na eleição
O governo federal disponibilizou nesta semana o “Guia Como agir diante da violência contra jornalistas e comunicadores no período eleitoral", elaborado pelo Grupo de Trabalho Eleitoral do Observatório da Violência Contra Jornalistas e Comunicadores, coordenado pela Secretaria Nacional de Justiça - SENAJUS/MJSP.>
O material tem como objetivo orientar profissionais de imprensa sobre providências imediatas, preservação de provas e acionamento dos canais institucionais adequados diante de situações de violência durante a cobertura eleitoral. A iniciativa reforça o compromisso do governo federal com a liberdade de imprensa e o direito à informação, pilares essenciais para a integridade da democracia.>
Para ler o guia, acesse o site do Ministério da Justiça e Segurança Pública. neste link, com a conta gov.br: Guia Observatório — Ministério da Justiça e Segurança Pública>
Cerca de 29 milhões de mulheres são vítimas de violência em 12 meses
No Brasil, cerca de 29 milhões de mulheres foram vítimas de violência doméstica ou familiar em 12 meses. Os dados foram revelados pelo Mapa Nacional da Violência de Gênero, segundo o qual 24,97 milhões relataram situações concretas de violência, mas não as reconheceram ou nomearam espontaneamente como tal.>
A pesquisa aponta que apenas 4% das brasileiras declararam espontaneamente ter sofrido violência doméstica ou familiar no ano anterior. No entanto, quando questionadas sobre episódios específicos de violência, sem que o termo fosse mencionado na pergunta, o percentual aumentou para 33% das brasileiras.>