Publicado em 1 de abril de 2026 às 22:38
O governo federal anunciou nesta quarta-feira (1º) a destinação de mais de R$ 350 milhões do Fundo Amazônia para projetos de sociobioeconomia e inovação na Amazônia Legal. O anúncio foi feito em Brasília durante o lançamento do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio).
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A iniciativa tem como objetivo promover a inclusão produtiva, fortalecer cooperativas e impulsionar o desenvolvimento científico e tecnológico na região. Segundo o governo, mais de 5 mil famílias e ao menos 60 cooperativas serão beneficiadas. Também está previsto o apoio a cerca de 60 instituições científicas e tecnológicas, sendo mais da metade sediada na Amazônia.>
Coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Fundo Amazônia é um dos principais instrumentos de financiamento de ações voltadas à preservação ambiental no país.>
De acordo com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, o investimento é estratégico para viabilizar as metas do PNDBio. “Ao destinarmos recursos para a sociobioeconomia e a inovação, promovemos prosperidade a partir do uso sustentável dos recursos naturais”, afirmou.>
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou o papel do fundo na construção de uma política integrada. “O Brasil está estruturando uma estratégia que combina desenvolvimento econômico, inclusão social e preservação ambiental”, disse.>
Os recursos serão distribuídos em três eixos principais. O programa Coopera+ Amazônia receberá R$ 107,2 milhões para fortalecer 50 cooperativas em cinco estados, com foco em cadeias produtivas como açaí, babaçu e castanha. Parte do valor será destinada à aquisição de máquinas e equipamentos.>
No Acre, o projeto “Cooperar com a Floresta” contará com R$ 69 milhões para apoiar cerca de 2,5 mil famílias em 12 municípios, com ações voltadas ao fortalecimento da produção de polpa de frutas e café, além da implantação de sistemas agroextrativistas.>
Já o programa “Desafios da Amazônia”, com aporte de R$ 181,3 milhões, será voltado à inovação e à articulação entre conhecimento científico e saberes tradicionais, com o objetivo de impulsionar até 15 cadeias da sociobioeconomia.>
Criado em 2008, o Fundo Amazônia financia projetos voltados à redução do desmatamento. Entre 2023 e 2025, foram aprovados cerca de R$ 4 bilhões em iniciativas, o equivalente a mais da metade de todo o volume já apoiado desde a criação do fundo.>