Além de Daniel Vorcaro, saiba quem são os outros alvos na 2ª fase da Operação Compliance Zero

Mandados de busca e apreensão também foram cumpridos contra familiares do empresário

Publicado em 14 de janeiro de 2026 às 21:14

O controlador do banco Master, Daniel Vorcaro, foi solto na manhã deste sábado.
O controlador do banco Master, Daniel Vorcaro, foi solto na manhã deste sábado. Crédito: Reprodução

Nesta quarta-feira (14), a Polícia Federal (PF) deflagrou a segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de irregularidades envolvendo as transações do Banco Master no sistema financeiro.

Entre os alvos da operação está, novamente, o dono do Bando Master Daniel Vorcaro, que também foi preso na primeira fase da operação realizada em novembro de 2025, quando tentava sair do país.

Além do próprio banqueiro, mandados de busca e apreensão também foram cumpridos contra familiares do empresário. São eles:

Henrique Vorcaro - O pai de Daniel Vorcaro e fundador do grupo imobiliário Multipar, atua no setor imobiliário e de saúde.

Natália Vorcaro - Irmã de Daniel Vorcaro e mulher de Fabiano Zettel, ela comanda empresas do setor imobiliário investigadas pela CVM.

Fabiano Zettel - cunhado de Daniel e marido de Natália, que foi preso nesta quarta-feira. É fundador do fundo de investimento Moriah Asset.

Felipe Cançado Vorcaro - primo de Daniel Vorcaro que também estaria envolvido nas fraudes da família.

Segundo a PF, todos são investigados por suposta participação em operações financeiras fraudulentas que teriam como objetivo desviar recursos do sistema financeiro para o patrimônio pessoal da família.

Além da família Vorcaro, também são alvos:

Nelson Tanure - Experiente investidor do mercado de valores mobiliários brasileiro, com décadas de atuação profissional. Com mais de 70 anos de idade, ele é conhecido no mundo dos negócios por sua estratégia de adquirir participações em empresas que atravessam momentos de dificuldade financeira ou disputas societárias complexas.

João Carlos Mansur - Fundador da Reag Investimentos. Ele deixou o cargo de presidente do Conselho de Administração da Reag em setembro de 2025 para conter a crise de credibilidade após a operação contra o PCC.

Nesta segunda fase da operação, os investigadores cumprem 42 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de bens no valor de R$ 5,7 bilhões. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).