PF mira Nelson Tanure em investigação que envolve o Banco Master

Atualmente, o investidor mantém participações em companhias de diferentes setores

Publicado em 14 de janeiro de 2026 às 20:54

Figura conhecida do mercado, Tanure construiu sua reputação a partir de aquisições estratégicas
Figura conhecida do mercado, Tanure construiu sua reputação a partir de aquisições estratégicas Crédito:  Foto: Alerj/Divulgação

O investidor Nelson Tanure voltou ao centro das atenções nesta quarta-feira (14) ao ser alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. Ele foi abordado por agentes no momento em que se preparava para embarcar em um voo com destino a Curitiba. A investigação também envolve o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e apura suspeitas de irregularidades financeiras.

Figura conhecida do mercado, Tanure construiu sua reputação a partir de aquisições estratégicas em empresas em situação financeira delicada. A atuação em cenários de crise lhe rendeu o apelido de “devorador de empresas”, associado a investimentos em ativos desvalorizados e à busca por posições relevantes para influenciar mudanças profundas na gestão das companhias.

Esse perfil marcou sua passagem por disputas societárias em grandes grupos empresariais ao longo das últimas duas décadas. Entre os casos mais emblemáticos estão as participações em empresas como Oi e Telemar, além da construtora Gafisa e de tradicionais veículos de imprensa, como o Jornal do Brasil e a Gazeta Mercantil. Mais recentemente, Tanure também esteve envolvido em movimentos acionários no Grupo Pão de Açúcar.

Atualmente, o investidor mantém participações em companhias de diferentes setores, incluindo a Light, distribuidora de energia no Rio de Janeiro, a PRIO, do setor de petróleo, e a Alliança Saúde, voltada à medicina diagnóstica. Sua atuação segue marcada por estratégias agressivas e presença em empresas de capital aberto, o que mantém seu nome em evidência no cenário econômico nacional.