Publicado em 14 de janeiro de 2026 às 20:07
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), mudou de ideia sobre uma decisão proferida mais cedo sobre o caso do Banco Master, após a segunda fase da Operação Compliance Zero, nesta quarta-feira (14).>
Na primeira decisão desta quarta-feira, Toffoli havia determinado que “todos os bens e materiais apreendidos por força do cumprimento da decisão por mim anteriormente proferida e aqueles resultantes do cumprimento da presente, deverão ser lacrados e acautelados diretamente na sede do Supremo Tribunal Federal, até ulterior determinação.”>
Agora, na nova decisão do início da noite, o ministro voltou atrás e ressaltou que os materiais apreendidos na segunda fase da Operação não devem mais ficar “lacrados” e “acautelados” na sede da Corte, em Brasília. A nova determinação é para a custódia da Procuradoria Geral da República (PGR).>
“A manifestação é pela autorização para que a Procuradoria-Geral da República proceda à extração e análise de todo o acervo probatório colhido nos autos em espécie, com posterior disponibilização.”>
E acrescenta:>
“Determino, outrossim, que o Procurador-Geral da República adote as cautelas necessárias à correta e cuidadosa custódia do referido material, bastando para tanto que os aparelhos sejam mantidos eletricamente carregados e em modo desacoplado de redes telefônicas e de wi-fi, para a devida preservação de seu conteúdo e oportuna extração e periciamento pela autoridade encarregada”, disse na decisão.>
A operação, deflagrada nesta quarta-feira (14), teve 42 alvos. Entre eles, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o empresário Nelson Tanure.>