Publicado em 15 de janeiro de 2026 às 15:52
Documentos enviados ao Tribunal de Contas da União (TCU), revelam que o Banco Central já tinha conhecimento das fraudes no Banco Master desde o primeiro semestre de 2025, mas, mesmo assim, autorizou a venda do Banco Voiter (atual Banco Pleno).>
A autoridade monetária citou que aprovou a transferência do controle do Banco Voiter (atual Banco Pleno) para o empresário baiano Augusto Lima (Guga Lima), em 24 de julho de 2025, depois de identificar os créditos podres.>
O Banco Central disse que, de abril a novembro de 2025, o Banco Master buscou “injeção de recursos via venda de ativos pessoais”. O conglomerado de Vorcaro tinha incapacidade de cumprir o recolhimento de compulsórios. Na tentativa de dar sustentabilidade financeira ao Master, o Banco Central autorizou a transferência de ativos do conglomerado, o que, na prática, livrou o Banco Pleno de intervenção e de liquidação extrajudicial. Ou seja, parte dos recursos foram redirecionados para Guga Lima.>
“No 1º semestre de 2025, foi constatada cessão de créditos inexistentes ao BRB, adquiridos pelo Banco Master S.A. de empresa terceira, configurando indícios de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. Os fatos foram comunicados pelo BCB ao Ministério Público Federal (MPF) em julho de 2025”, disse o BC ao TCU.>
Guga Lima, construiu sua trajetória empresarial no setor de crédito consignado, ganhou projeção nacional ao se tornar sócio e CEO do Banco Master. Hoje controla o Banco Pleno, antigo Banco Voiter, instituição que ficou fora da liquidação decretada pelo Banco Central em novembro de 2025. Guga Lima chegou a ser preso junto com Vorcaro, na Operação Compliance Zero, mas foi solto ainda no ano passado.>