Publicado em 27 de maio de 2026 às 15:10
Nesta quarta-feira (27), equipes de resgate encontraram com vida cinco dos sete moradores que estavam presos em uma caverna inundada no Laos, após uma forte enchente bloquear completamente a entrada do local há cerca de uma semana. Apesar do achado, as vítimas ainda permanecem isoladas no interior da gruta, enquanto as buscas pelos outros dois desaparecidos continuam.>
Segundo os socorristas, mais de 100 profissionais participam da operação, incluindo mergulhadores especializados em cavernas e equipes que atuaram no resgate de um time de futebol juvenil na Tailândia em 2018, uma das operações mais complexas já registradas no mundo.>
O grupo entrou na caverna na terça-feira (19) com o objetivo de procurar ouro, mas foi surpreendido por chuvas intensas que provocaram uma inundação repentina e impediram a saída. Desde então, os moradores estão presos no subsolo.>
As equipes acreditam que os homens estejam em uma área elevada da caverna, com circulação de ar, o que pode ter sido decisivo para a sobrevivência ao longo dos dias.>
O mergulhador tailandês Kengkad Bongkawong afirmou que os socorristas trabalham com mapas detalhados da estrutura e que há uma forte suspeita de que o grupo esteja em um dos pontos mais seguros do sistema de cavernas.>
A operação, no entanto, é considerada extremamente arriscada. Os mergulhadores precisam atravessar túneis estreitos, áreas totalmente alagadas, pontos com risco de desabamento e locais com baixa qualidade do ar.>
O mergulhador finlandês Mikko Paasi relatou a dificuldade do trajeto e chegou a divulgar vídeos em que aparece se espremendo entre rochas e passagens quase fechadas. Ele destacou que o caminho exige deslocamento por quilômetros em meio à selva antes mesmo de entrar na caverna.>
Especialistas também alertam para o risco crescente à saúde dos presos após sete dias no interior do sistema subterrâneo. O geólogo Arnold Dix afirmou que esse tipo de operação é extremamente perigoso tanto para as vítimas quanto para os socorristas, devido à possibilidade de correntes fortes e mudanças repentinas no nível da água.>
De acordo com os coordenadores da operação, o resgate exige a travessia de cerca de 340 metros de túneis, alguns com apenas 60 centímetros de largura, o que obriga os mergulhadores a rastejar em vários trechos.>
Enquanto isso, equipes externas tentam abrir novos acessos pela montanha, usando rapel para localizar possíveis rotas alternativas. Bombas seguem sendo usadas para retirar a água acumulada e facilitar o avanço das equipes no interior da caverna.>