Publicado em 6 de novembro de 2026 às 12:47
Hotel localizado no bairro Ponta d’Areia, em São Luís, no Maranhão, foi multado pelo Corpo de Bombeiros Militar após uma fiscalização identificar irregularidades nas medidas de segurança contra incêndio e pânico. A vistoria foi realizada na quinta-feira (5), dois dias depois da morte da paraense Renata Rebeca Negrão Saldanha dos Santos, de 26 anos, que caiu do sétimo andar do estabelecimento.>
Entre as irregularidades identificadas está a ausência do Certificado de Aprovação atualizado do Corpo de Bombeiros. O documento comprova que o estabelecimento atende às exigências de segurança contra incêndio e pânico.>
Além da multa, o hotel foi notificado a instalar imediatamente barreiras de proteção em áreas consideradas vulneráveis, como medida preventiva para evitar novos acidentes.>
De acordo com as informações divulgadas, a fiscalização dos bombeiros não avaliou as condições estruturais da janela de onde Renata caiu. Essa análise é de responsabilidade da Perícia Oficial, que deverá identificar o que provocou o desprendimento da estrutura de alumínio.>
Os relatórios da vistoria serão encaminhados ao Ministério Público do Maranhão (MPMA), que solicitou a inspeção no estabelecimento.>
O que diz o hotel>
Em manifestação sobre o caso, a administração do hotel informou que já havia solicitado a renovação do Certificado de Aprovação antes do acidente. Segundo o estabelecimento, o pedido ocorreu em razão de ampliações realizadas nas dependências do prédio e da necessidade de adequações técnicas e administrativas.>
O hotel também ressaltou que o certificado dos bombeiros não contempla especificamente as condições estruturais das janelas, que precisam passar por avaliação técnica própria.>
Investigação sobre a morte>
Renata morreu na madrugada de terça-feira (3), após cair do sétimo andar do hotel. Imagens das câmeras de segurança mostram que ela estava acompanhada do namorado quando tentou se sentar junto à janela. A estrutura teria cedido, provocando a queda.>
A Polícia Civil do Maranhão informou que, até o momento, não há indícios de agressão ou participação de terceiros. A investigação também busca esclarecer se houve responsabilidade do estabelecimento pelas condições de conservação e segurança da estrutura.>
A perícia ainda deverá apresentar os resultados dos exames realizados no local.>
Renata tinha 26 anos, era paraense, morava em Ananindeua e deixou dois filhos pequenos.>