Publicado em 5 de janeiro de 2026 às 15:25
Segundo informações do Portal BPMoney, desde 2024 o grupo J&F, controlado pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, passou a controlar poços de petróleo na Venezuela, em uma operação confirmada, mas cercada por forte sigilo e poucas informações públicas.>
A presença do conglomerado brasileiro no país chama atenção não apenas pelo investimento em um território marcado por instabilidade política e sanções internacionais, mas pelo nível de confidencialidade que envolve o negócio. Até agora, não há dados divulgados sobre volume de produção, parceiros locais ou projeções financeiras da operação.>
A entrada da J&F no mercado petrolífero venezuelano ocorreu de forma discreta. Parte das informações permanece protegida por sigilo diplomático imposto pelo Itamaraty, que restringiu o acesso a comunicações oficiais relacionadas ao tema.>
Em novembro do ano passado, Joesley Batista esteve em Caracas em uma visita que extrapolou o ambiente empresarial. O empresário foi recebido pelo então presidente Nicolás Maduro, em um momento de forte tensão internacional. Nos bastidores, a viagem foi interpretada como um gesto de influência política, já que Joesley teria tentado convencer Maduro a deixar o poder antes de um possível endurecimento das ações dos Estados Unidos.>
As negociações envolvendo a J&F também chegaram ao campo diplomático. O Itamaraty decretou sigilo de cinco anos sobre telegramas trocados com a embaixada brasileira na Venezuela. A existência desse bloqueio veio à tona após revelação da jornalista Malu Gaspar, mas, desde então, poucos esclarecimentos foram feitos sobre o papel do governo brasileiro ou os riscos geopolíticos do negócio.>
A combinação entre energia, diplomacia e grandes grupos empresariais reforça como o setor petrolífero segue diretamente ligado à política internacional. No caso da J&F, o investimento amplia a exposição do grupo a um cenário de elevada incerteza, enquanto informações consideradas estratégicas seguem fora do alcance do público.>
Com o sigilo ainda em vigor, a atuação da J&F no petróleo venezuelano continua despertando mais questionamentos do que respostas.>