Oficial da Marinha é encontrada morta em alojamento militar na USP

Beatriz Fickert Santoro, de 33 anos, foi localizada em uma unidade da Marinha dentro da Cidade Universitária; versões sobre a chegada ao hospital são diferentes e caso é investigado pela PF.

Publicado em 27 de setembro de 2026 às 13:16

(Beatriz era engenheira mecânica e trabalhava no Centro de Pesquisas da Marinha)
(Beatriz era engenheira mecânica e trabalhava no Centro de Pesquisas da Marinha) Crédito: Reprodução/Redes Sociais

A segundo-tenente da Marinha Beatriz Fickert Santoro, de 33 anos, foi encontrada morta na quinta-feira (24), em um alojamento do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo, localizado dentro da Cidade Universitária da Universidade de São Paulo (USP), na Zona Oeste da capital.

Beatriz era engenheira mecânica e trabalhava no Centro de Pesquisas da Marinha. As circunstâncias e a causa da morte ainda não foram esclarecidas. O caso é investigado pela Polícia Federal e pela própria Marinha.

Versões diferentes sobre o atendimento

Segundo a Marinha, a oficial foi encontrada “desfalecida” no alojamento. A equipe médica da unidade teria sido acionada imediatamente e levado Beatriz ao Hospital Universitário da USP, onde a morte foi constatada.

Já o boletim de ocorrência apresenta outra versão. De acordo com o documento, Beatriz teria chegado ao hospital já sem vida, levada por uma capitã de corveta que se identificou como médica da Marinha.

Uma médica do Hospital Universitário teria se recusado a emitir a declaração de óbito justamente porque a oficial já teria chegado morta à unidade. A Polícia Militar foi acionada para registrar a ocorrência.

Corpo foi retirado antes da perícia

Outro ponto que passou a ser investigado é a retirada do corpo do alojamento antes da realização da perícia no local.

Segundo o boletim, os policiais não tiveram acesso ao espaço onde Beatriz havia sido encontrada. O registro aponta a necessidade de esclarecer as circunstâncias da morte e o que ocorreu após a localização da oficial.

A Polícia Civil mencionou, em tese, a possibilidade de fraude processual relacionada à alteração do local ou à retirada do corpo antes da perícia. O documento, porém, não afirma que houve crime e não aponta responsáveis.

Investigação

O caso foi registrado como morte suspeita no 7º Distrito Policial (Lapa). Como a morte ocorreu dentro de uma instalação militar, a investigação ficará sob responsabilidade da Polícia Federal, com participação da Marinha e das autoridades periciais.

A Polícia Federal solicitou uma perícia técnica para ajudar a esclarecer o que aconteceu no alojamento e determinar a causa da morte.

Até o momento, não há conclusão oficial sobre a causa do óbito nem informação de que alguém tenha sido responsabilizado ou indiciado.

Beatriz foi sepultada no sábado (26), em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. A Marinha informou que presta assistência aos familiares e manifestou condolências pela morte da oficial.

Com informações do portal g1