PF abre inquérito para investigar o Fictor, grupo que fez proposta para comprar o Banco Master

Grupo que fez oferta para comprar Banco Master entrou em recuperação judicial nesta semana. Fictor é investigado por quatro crimes contra o sistema financeiro nacional.

Publicado em 5 de fevereiro de 2026 às 09:49

(Banco Master)
(Banco Master) Crédito: Rovena Rosa/Agência Brasil

Nesta quarta-feira (4), a Polícia Federal abriu um inquérito para investigar o grupo Fictor. O investidor pediu esta semana recuperação judicial e, no ano passado, o grupo fez uma proposta para adquirir o banco Master. O inquérito da PF investiga o Fictor por quatro crimes contra o sistema financeiro nacional. Confira quais são:

• Gestão Fraudulenta

• Apropriação indébita financeira

• Emissão de títulos sem lastro, equiparados a valor mobiliário

• Operar instituição financeira sem autorização

O grupo já era investigado pela PF, que diante de encontro de mais indícios de crimes contrta o sistema financeiro, decidiu abrir mais um inquérito.

No último domingo (1º), o Grupo Fictor protocolou solicitação de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo. Conforme a companhia, a medida busca “equilibrar a operação e assegurar o pagamento dos compromissos financeiros”, que somam cerca de R$ 4 bilhões.

Desdobramento - Em novembro de 2025, a Polícia Federal realizou uma operação contra o Banco Master, que resultou na prisão de Daniel Vorcaro, dono do banco.

Em depoimento à PF, Vorcaro disse que estava fechando um acordo com a Fictor em parceria com investidores árabes para venda de seu banco. O Master foi liquidado pelo Banco Central, por suspeita de fraude financeira e falta de garantias aos produtos financeiros que vendia no mercado. Vorcaro alega que, como a venda estava sendo negociada para o Fictor, a liquidação foi precipitada.

Em contrapartida, o Banco Central anunciou que a negociação com a Fictor foi classificada como uma tentativa de desviar a crise do Banco Master. De acordo com o BC, a Fictor não teria lastro para comprar o Master e os nomes dos investidores árabes nunca foram divulgados.

Na sequência, o Fictor relacionou a crise de liquidez ao episódio envolvendo o Banco Master.

Na noite antes da liquidação, o Master procurou o diretor de Fiscalização do BC, Ailton Aquino, para falar sobre as negociações, mas naquele momento uma operação da PF já estava em andamento e a liquidação do banco de Vorcaro no dia seguinte já estava definida e determinada pelo Banco Central.

Mas de acordo com o Fictor, o episódio afetou diretamente sua imagem no mercado. A companhia divulgou uma nota:

“Com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”.

Com informações do portal de notícias G1