Publicado em 15 de maio de 2026 às 19:42
A Polícia Federal identificou que escrivães investigados na operação Sem Refino utilizavam linhas telefônicas registradas em nomes de pessoas mortas para dificultar a localização e esconder a própria identidade durante as atividades investigadas.>
Segundo as apurações, uma das linhas estava cadastrada em nome de Anísio da Silva Antônio, falecido desde 2021. O número aparecia identificado como “Marcio PF Bombinha” e seria utilizado pelos escrivães Márcio Cordeiro Gonçalves e Márcio Pereira Pinto.>
De acordo com a investigação, o telefone era usado em contatos frequentes com o auditor fiscal Carlos Eduardo França de Araújo e também com o advogado Roberto Fernandes Dima, conhecido como Dima.>
Os dois escrivães foram afastados de suas funções por determinação judicial.>
A PF também descobriu outra linha telefônica registrada em nome de uma pessoa falecida, Cosme Gomes da Silva. Para os investigadores, a repetição da prática indica um modus operandi voltado à manutenção do anonimato nas ações do grupo investigado.>
Deflagrada nesta sexta-feira (15), a operação Sem Refino investiga o grupo Refit por suspeitas de utilizar estruturas societárias e financeiras para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos para o exterior.>
Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de funções públicas. As ordens foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.>
Com informações do portal Metrópoles>