Publicado em 15 de maio de 2026 às 19:53
A Universidade Federal do Pará publicou nesta sexta-feira (15) cinco editais de processos seletivos especiais que, juntos, somam mais de 1,7 mil vagas em cursos presenciais de graduação. As seleções foram aprovadas pelo Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) e atendem públicos específicos em diferentes campi da capital e do interior do estado.
>
Os processos seletivos abrangem políticas de mobilidade acadêmica, ações afirmativas, formação de professores em exercício na rede pública e inclusão de grupos historicamente afastados do ensino superior, como povos indígenas, quilombolas, populações do campo e migrantes em situação de vulnerabilidade.>
Os editais publicados são: Prilei 2026, Pronera/Incra 2026, Moba 2027, Mobaf 2027 e Migre 2027. Os documentos completos estão disponíveis no portal do Centro de Processos Seletivos da universidade.>
O Prilei 2026 oferece 160 vagas para cursos de Licenciatura em Química, Ciências Biológicas e Pedagogia nos municípios de Capanema, Breves, Cametá e Tucuruí. O foco é atender professores da educação básica sem formação específica na área em que atuam.>
Já o Pronera/Incra 2026, realizado em parceria com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, disponibiliza 160 vagas para cursos de Direito, Geografia e Engenharia Ambiental e Sanitária. O público-alvo inclui assentados da reforma agrária, agricultores familiares e remanescentes de quilombos cadastrados pelo programa.>
O maior edital é o Moba 2027, com 832 vagas distribuídas em cerca de 165 ofertas de cursos. A seleção contempla estudantes da própria UFPA, alunos de outras instituições, portadores de diploma e candidatos com vaga prescrita.>
O Mobaf 2027 oferta 424 vagas exclusivas para estudantes indígenas e quilombolas que já ingressaram na universidade por meio de processos seletivos especiais.>
Completa o pacote o Migre 2027, com 171 vagas suplementares destinadas a imigrantes, refugiados, asilados, apátridas, pessoas com visto humanitário e vítimas de tráfico de pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica.>
Segundo o reitor da UFPA, Gilmar Pereira da Silva, a iniciativa reforça o compromisso da universidade com a democratização do acesso ao ensino superior.>
“As ações afirmativas, a educação do campo, a formação de professores e a acolhida de migrantes e refugiados fazem parte do projeto de universidade pública plural que construímos diariamente”, afirmou.>
As provas e etapas seletivas serão realizadas em municípios como Belém, Altamira, Abaetetuba, Bragança, Breves, Cametá, Castanhal, Salinópolis, Soure e Tucuruí. No caso do Migre, também haverá aplicação em Ananindeua.>
Com informaçõe da UFPA >