PM é promovida após matar jovem durante ação na zona leste de SP

Policial de 21 anos foi efetivada como soldado duas semanas após o disparo; caso é investigado pela Corregedoria e pelo DHPP.

Publicado em 17 de abril de 2026 às 22:34

(A policial militar Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos, foi efetivada como soldado da Polícia Militar de São Paulo)
(A policial militar Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos, foi efetivada como soldado da Polícia Militar de São Paulo) Crédito: Reprodução/TV Globo

A policial militar Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos, foi efetivada como soldado da Polícia Militar de São Paulo exatamente duas semanas depois de matar Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, com um tiro no peito durante uma abordagem policial em Cidade Tiradentes, na Zona Leste da capital.

A promoção foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta sexta-feira (17). Até então, Yasmin atuava como estagiária (aluna-soldado) na corporação. A mudança ocorre em razão de uma nova lei estadual que unificou as graduações de soldado de 1ª e 2ª classe, extinguindo a divisão anterior e concedendo a nomenclatura única de “Soldado PM”, com ajuste salarial correspondente.

Yasmin está afastada das ruas desde o ocorrido e é investigada pela Corregedoria da PM (por meio de Inquérito Policial Militar) e pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil. O caso aconteceu na madrugada do dia 3 de abril.

Na época, a policial estava na etapa final do estágio e fazia patrulhamento havia cerca de três meses. Ela não utilizava câmera corporal no momento da abordagem, o que também é objeto de apuração interna.

Thawanna era mãe de cinco filhos. A defesa de Yasmin alega legítima defesa, afirmando que a vítima teria agredido a policial. Testemunhas, o companheiro de Thawanna e imagens de câmera corporal de outro agente contestam a versão oficial, gerando polêmica sobre as circunstâncias da morte.

O socorro à vítima demorou cerca de 30 minutos, segundo relatos.