Oscar Schmidt recusou a NBA para continuar jogando pela Seleção Brasileira de Basquete

Em seu discurso, ao ser eternizado no Hall da Fama do COB, ele relembrou a escolha que fez em 1984.

Publicado em 17 de abril de 2026 às 23:04

(Oscar Schmidt destacou uma das decisões mais marcantes de sua carreira: a recusa a convites milionários para jogar na NBA.)
(Oscar Schmidt destacou uma das decisões mais marcantes de sua carreira: a recusa a convites milionários para jogar na NBA.) Crédito: Redes Sociais/Instagram

Ao ser homenageado no Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil (COB), no dia 8 de abril de 2026, Oscar Schmidt destacou uma das decisões mais marcantes de sua carreira: a recusa a convites milionários para jogar na NBA.

O ex-jogador, representado pelo filho Felipe Schmidt na cerimônia realizada no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, reafirmou que priorizou a seleção brasileira em detrimento da maior liga de basquete do mundo.

“Eu abri mão da NBA para jogar com a minha seleção”, disse Oscar em depoimentos e discursos ao longo dos anos, repetindo o sentimento na ocasião da homenagem. Na época, as regras da FIBA impediam que jogadores da NBA atuassem por suas seleções nacionais. Para “Mão Santa”, defender o Brasil era inegociável.

Essa escolha permitiu que Oscar participasse de cinco Olimpíadas (1980 a 1996), se tornasse o maior cestinha da história dos Jogos Olímpicos (1.093 pontos) e conquistasse o ouro histórico no Pan-Americano de 1987, com a vitória sobre os Estados Unidos.

Mesmo sem nunca ter atuado na NBA, embora tenha sido draftado pelo New Jersey Nets em 1984, Oscar recebeu homenagem especial no Hall da Fama da liga americana e integra também o Hall da Fama da FIBA.

A declaração reforça o patriotismo e a dedicação que marcaram a trajetória do ídolo, que faleceu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos.