Polícia Civil investiga denúncia de estupros coletivos dentro de escola municipal em Pernambuco

Duas estudantes relataram ter sido agredidas por cinco alunos durante o intervalo escolar; casos teriam ocorrido com um mês de diferença.

Publicado em 7 de agosto de 2026 às 19:00

(O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, que deverá apurar as circunstâncias das denúncias e eventuais responsabilidades.)
(O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, que deverá apurar as circunstâncias das denúncias e eventuais responsabilidades.) Crédito: PC/PE/Divulgação

A Polícia Civil de Pernambuco investiga denúncias de estupros coletivos contra duas estudantes dentro de uma escola municipal do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife. Segundo relatos das famílias, as adolescentes teriam sido abordadas por cinco alunos enquanto estavam sozinhas em uma sala de aula, durante o intervalo, em ocasiões diferentes.

De acordo com uma das mães, a filha foi agredida fisicamente e ameaçada pelos estudantes, que teriam tentado retirar suas roupas. O abuso só teria sido interrompido após o sinal da escola indicar o fim do intervalo.

“Começaram a dar murro nas costas dela e ameaçando o tempo todo, tentando tirar a roupa dela. Só não conseguiram tirar a roupa dela porque a calça era muito apertada. Os meninos só saíram de cima dela porque o sino tocou na escola”, relatou a mãe à TV Globo.

Os dois episódios teriam acontecido com aproximadamente um mês de diferença. O primeiro foi registrado em julho e o segundo, na segunda-feira (3).

As vítimas são da mesma escola e cursam o 9º ano, assim como os cinco adolescentes apontados na denúncia. Os nomes das estudantes, familiares e da unidade de ensino não foram divulgados para preservar a identidade das vítimas, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Uma das mães questionou a segurança oferecida pela instituição de ensino e afirmou que a filha está profundamente abalada após o episódio.

“É um sentimento muito doloroso. Porque onde era para ter segurança dos nossos filhos, dentro de uma escola, não tem. A pergunta que não quer calar: onde é que estavam os gestores que ninguém viu, dentro da sala de aula, esse ocorrido?”, declarou.

A mãe da segunda estudante também relatou mudanças no comportamento da filha após a denúncia. Segundo ela, a adolescente está com medo, sem conseguir se alimentar ou dormir normalmente.

“[Tenho] muita revolta, porque a minha filha hoje está com muito medo. Não está comendo, não está dormindo. Está muito assustada”, afirmou.

Segundo a advogada das vítimas, Luanny Porto, uma das estudantes comunicou o caso à direção da escola logo após o ocorrido. A defesa afirma que, naquele momento, nenhuma providência teria sido tomada pela instituição.

A Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho, por meio de nota, negou que tenha havido omissão por parte da escola. O município afirmou que “todas as medidas administrativas, pedagógicas e legais continuarão sendo adotadas para assegurar a proteção dos estudantes e o pleno esclarecimento dos fatos”.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, que deverá apurar as circunstâncias das denúncias e eventuais responsabilidades.

Com informações do portal g1