Publicado em 14 de abril de 2026 às 15:21
A defesa de Altemar Sargento, investigado por envolvimento em um ataque registrado em Belém, afirmou que cabe à polícia comprovar a participação do suspeito no caso, mesmo diante da circulação de vídeos que mostram a agressão.>
Durante entrevista, o advogado Humberto Bulhosa destacou que o caso ainda está em fase de investigação e que a defesa não irá se antecipar.>
Segundo ele, a principal linha adotada neste momento é questionar a validade das provas apresentadas.>
“A defesa não vai se precipitar. Quem tem que provar é a polícia”, afirmou.>
Questionamento sobre provas>
O advogado também colocou em dúvida a força dos vídeos e relatos que circulam sobre o caso. Segundo ele, as imagens seriam “fracionadas” e ainda não passaram por perícia oficial.>
Bulhosa afirmou ainda que testemunhas e registros visuais não são suficientes, por si só, para comprovar a autoria.>
Ele também questionou se houve exame de corpo de delito na vítima, destacando que esse tipo de procedimento é essencial para caracterizar crimes dessa natureza.>
Arma e versão da defesa>
Outro ponto levantado pela defesa foi em relação ao uso da arma. O advogado afirmou que o equipamento não teria capacidade de causar danos graves.>
“A arma estava danificada”, disse.>
Apesar disso, ele evitou confirmar se o objeto pertencia ao cliente, afirmando que essa informação ainda depende da investigação.>
Direito ao silêncio>
A defesa também confirmou que o investigado optou por permanecer em silêncio durante depoimento, exercendo um direito garantido pela Constituição.>
Segundo o advogado, essa decisão faz parte da estratégia jurídica enquanto o inquérito segue em andamento.>
Discurso sobre exposição pública>
Durante a entrevista, Bulhosa também criticou o que classificou como “linchamento virtual” e alertou para julgamentos antecipados nas redes sociais.>
Ele destacou que o caso envolve um jovem de 18 anos e pediu cautela na análise dos fatos.>
Próximos passos>
A defesa informou que aguarda o avanço das investigações e a conclusão do inquérito policial para definir os próximos passos.>
Enquanto isso, reforça que a estratégia será baseada na análise técnica das provas e no respeito aos direitos constitucionais do investigado.>